sexta-feira, 13 de outubro de 2017

TERROR NOS BASTIDORES

NOTA 7,5

Desconstruindo os clichês dos
filmes de assassinos mascarados e
repleto de nostalgia, mescla de horror
e comédia diverte e e inteligente
Não se espante com o título. Medo é a última coisa que você vai sentir com Terror nos Bastidores, mais uma produção terrir que busca fazer graça homenageando e ao mesmo tempo desconstruindo um gênero, ou melhor, um subgênero, no caso os slashers movies, os filmes de assassinos mascarados louquinhos para extirpar jovens incautos e salientes. Pode parecer uma tarefa fácil unir dois estilos que de certa forma já se comunicam muitas vezes, muito mais pelo excesso de continuações que fizeram com que as franquias perdessem o vigor original e descambassem para o trash. Todavia, quando o objetivo é de fato divertir propositalmente através do sarro e não involuntariamente as coisas se complicam, até porque é necessário que o espectador tenha repertório cinematográfico suficiente para entender a proposta. O trabalho do diretor Todd Strauss-Schulson não exige que você conheça os pormenores de filmes citados, como é o caso de Todo Mundo em Pânico, mas é preciso ter certo conhecimento do universo a ser recriado, o que aproxima sua produção mais do estilo de O Segredo da Cabana. Contudo, o cineasta é mais modesto e se atém ao mundinho dos seriais killers para narrar a história de Max (Taissa Farmiga), filha de Amanda Cartwright (Malin Akerman) que nos na década de 1980 se tornou um ícone dos filmes de terror de baixo orçamento ao estrelar "Camp Bloodbath" (algo como "banho de sangue no acampamento"), considerado o avô de todos os filmes com a premissa de um grupo de jovens que viajam a fim de curtição e muito sexo e acabam vítimas de um maníaco com passado traumático. É o argumento de Sexta-feira 13 de fato, mas devemos imaginar que ele veio depois do filme fictício que lançou a modinha. Muitos anos se passam e Amanda continua bela e alto astral, mas frustrada por sua carreira ter estagnado. Pena que não teria tempo para tentar dar a volta por cima. Junto com a filha ela sofre um acidente de carro no qual vem a falecer ainda muito jovem. Três anos se passam e Max se torna uma adolescente ainda mais introspectiva do que era antes e vivendo à sombra das lembranças da mãe. Certa noite ela é convidada para uma sessão de cinema especial em homenagem ao filme na qual também será exibida a sua continuação, o que deixa os seus amigos em polvorosa.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

CINDERELA (2015)

NOTA 8,0

Visualmente e artisticamente
perfeito, sem exageros de efeitos
especiais, adaptação de clássico só
perde pontos por não inovar no enredo
A maioria dos contos de fadas são histórias clássicas criadas no período da Idade Média e o tal felizes para sempre não constam nos originais. Há registros de que na verdade histórias como da Branca de Neve acabam de formas bastante trágicas, porém, as gerações formadas a partir do início do século 20 se acostumaram a comprar as versões dos estúdios Disney como as verídicas e assim um vasto leque de produtos culturais e de bens de consumo derivados dessas animações fizeram a roda do dinheiro girar e muito. Peças de teatro, quadrinhos, livrinhos de colorir, adaptações para a TV, brinquedos, bonecos, materiais escolares, roupas e até produtos alimentícios e de higiene tratam ainda de levar adiante as versões adocicadas da casa do  Mickey Mouse para os contos, além das próprias animações replicadas em mídias físicas, televisão e serviços de streaming. Aproveitando-se de todo esse portfólio, muitas produtoras de cinema se arriscam a fazer suas versões destas histórias ou até mesmo reimaginá-las carregando no humor, tensão ou divagando sobre o que teria acontecido aos personagens caso tivessem tomados decisões diferentes em suas vidas. De olho nessa movimentação dos concorrentes, a Disney não ficou parada e também tentou fazer adaptações diferentes de alguns de seus desenhos consagrados como Alice no País das Maravilhas, acentuando o clima psicodélico já intrínseco no conto original, e Malévola, recontando a história da Bela Adormecida pela ótica da vilã. Ambas adaptações com atores em carne e osso e carregada de efeitos especiais, o público correspondeu as expectativas com polpudas bilheterias, mas visualmente os exageros incomodaram se assemelhando mais a produções adaptadas de quadrinhos de heróis ou videogames que propriamente às famosa obras animadas com traços delicados e cores aquareladas. Com a versão live-action de Cinderela parece que o estúdio finalmente encontrou a fórmula mágica do sucesso: simplesmente recontar a mesma história da versão em desenho animado. Na contramão das histórias de princesas mais recentes do estúdio, como A Princesa e o Sapo e Frozen - Uma Aventura Congelante, nas quais as mocinhas não são mais tão indefesas e o sonho de conseguirem um amor para toda a vida ficou em segundo plano, o roteirista Chris Weitz preferiu não inovar e criou uma protagonista tão bela, gentil e recatada quanto a do desenho que em 1950 salvou a Disney da falência.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A ESPINHA DO DIABO

NOTA 8,0

Um dos primeiros filmes do mexicano
Guillermo Del Toro já deixava suas
marcas abordando suspense, drama e
fantasia com pano de fundo histórico
Os melhores filmes de horror não são aqueles escorados em efeitos especiais ou em violência gráfica. Ok, O Exorcista está aí como uma exceção à regra, mas temos os clássicos O Bebê de Rosemary, O Iluminado e até da safra mais recente Os Outros para comprovar que acima de tudo é preciso ter uma boa história para contar sustentada por personagens críveis e motivações essencialmente humanas. O título A Espinha do Diabo sugere uma obra de literalmente gelar a espinha, mas levando a assinatura do cineasta mexicano Guillermo Del Toro sabemos que não se trata de um terror convencional. Bem, hoje conhecemos muito bem seu estilo de unir drama, fantasia e suspense, porém, na época ainda era um ilustre desconhecido. Ele já tinha engatilhado projetos em Hollywood, como Blade 2 e Hellboy, ambos já carregados de vícios da indústria para faturar alto até por serem baseados em personagens existentes no universo dos quadrinhos. Sendo assim, seu drama com pitadas de sobrenatural tendo como pano de fundo a Guerra Civil Espanhola servia praticamente como seu cartão de visitas. Em meados da década de 1930, um orfanato estrategicamente instalado no meio do nada abriga os já órfãos e os filhos de pais recrutados para o combate. A diretora Carmem (Marisa Paredes) é uma senhora bastante rígida, mas bondosa, e que esconde uma fortuna em barras de ouro que são a obsessão de Jacinto (Eduardo Noriega), um ex-interno que agora trabalha para a idosa com quem também divide a cama eventualmente. Na verdade ele quer o tesouro para fugir com a jovem Conchita (Irene Viseto), cozinheira da casa que também é administrada pelo Dr. Casares (Federico Luppi), poeta, professor e que guarda uma paixão platônica por Carmem por se sentir impedindo pela impotência. Parece um novelão mexicano, mas a mente de Del Toro é muito mais fértil. A relação amorosa mal resolvida destas pessoas vai interferir drasticamente no futuro dos internos, entre eles Carlos (Fernando Tielve) que perdeu o pai vítima de um ataque de bombas e é deixado lá por seu tutor. Logo que chega o menino sente que a vida não será nada fácil e faz alguns amigos graças a curiosidade que desperta por trazer alguns gibis na bagagem, um tesouro para um grupo que necessitava de distração. Assim, de imediato, ele causa ciumeira em Jaime (Iñigo Garcés), até então o centro das atenções e líder natural da turminha.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A GUERRA DE HART

NOTA 4,0

Fugindo dos clichês de filmes de
guerra e se assumindo como um
drama de tribunal, longa não empolga
com trama tão fria quanto seu cenário
Costumamos reclamar sobre a repetição de temas em comédias românticas, mas o que dizer dos dramas de guerra? Está certo que conflitos como os da Segunda Guerra Mundial oferecem inúmeras possibilidade e um mesmo recorte do período pode sugerir mais de uma visão dos fatos. Na época das videolocadoras geralmente até catalogado como um gênero à parte, é certo que as produções do tipo dificilmente hoje em dia fazem sucesso, a não ser quando amparadas por indicações a prêmios. De qualquer forma, há um público cativo e sempre há a esperança de sobrevida como material de apoio à estudantes e professores. A Guerra de Hart foi lançado já sem muita pompa, até porque foi um mega fracasso nos EUA, e o tempo passou e nem nas aulas de História conseguiu ser um título de prestígio. Realmente não é nada de excepcional, mas visualmente transmite bem a frieza do episódio que retrata excluindo até mesmo qualquer participação feminina para evitar dar alguma cor ao longa. No ano de 1944, Tommy Hart (Colin Farrell) é um estudante de direito que se alista no exército para lutar pelos Aliados, mas acaba sendo capturado em uma emboscada e enviado a um campo de concentração onde encontra diversas dificuldades de adaptação, entre elas as desconfianças e inimizade do coronel William McNamara (Bruce Willis), também americano e encarcerado pelos nazistas. Os conflitos entre os confinados se agravam quando os alemães capturam dois pilotos negros, Lamar Archer (Vicellous Reon Shannon) e  Lincoln Scott (Terrence Howard), gerando revolta de alguns brancos que não aceitam compartilhar seu espaço com pessoas de outras raças, mesmo que eles exibam alguma patente. O primeiro é vítima de uma cilada e executado e pouco tempo depois Scott é acusado de matar o suposto assassino do amigo quando pego em flagrante na cena do crime. Apesar dos indícios, tal situação também poderia ser uma armadilha dos demais confinados por puro preconceito, mas o coronel Werner Vissel (Marcel Iures), quem realmente dita as ordens no campo, ordena a execução do negro imediatamente.

domingo, 1 de outubro de 2017

RUTH E ALEX

Nota 3,0 Sem uma trama com objetivo concreto, longa se apoia no carisma e talento dos atores

Para as novas gerações mudar de endereço dificilmente é um bicho de sete cabeças, a maioria já está acostumada com casas de pais separados, estudar ou trabalhar em outra cidade ou dividir o espaço com amigos ou até mesmo desconhecidos. A tendência é que quando forem idosas continuem não sofrendo com apegos a moradias, uma realidade diferente da terceira idade de agora. Ainda há muitos tradicionalistas que se apegam a lembranças, principalmente quando passaram muitos anos e praticamente construíram suas vidas em uma mesma moradia e esse é o dilema vivido pelos protagonistas do drama com pitadas de humor Ruth e Alex protagonizado por Diane Keaton e Morgan Freeman. Casados há cerca de 40 anos e sem filhos, os Carver sempre viveram no mesmo e pacato edifício no subúrbio de Nova York que nem elevador tem, mas agora não reconhecem mais o bairro em que vivem. A abertura da loja de uma poderosa empresa de comunicação na área é a gota d'água para perceberem que não se encaixam mais no local e decidem vender o apartamento, que mesmo antigo está supervalorizado, e procurar um novo cantinho sossegado. Para tanto contam com a ajuda da corretora imobiliária Lily (Cynthia Nixon), sobrinha de Ruth, que organiza um open house, um evento para apresentar o imóvel para possíveis compradores. Contudo, conforme se aproxima a hora de se despedir da antiga moradia, o casal começa a enfrentar uma série de contratempos, inclusive a própria incerteza se querem trocar de casa. Além da disputa de vários interessados no apartamento, cujo valor de venda deve ser equivalente ao que desembolsariam para comprar um novo, eles terão que enfrentar uma inesperada doença da cadelinha de estimação e ainda a presença no bairro de um possível terrorista, fato que pode espantar compradores. Uma mistura de temas um tantinho estranha, não é? Baseado na obra de Jill Ciment, o roteiro de Charlie Peters, de Três Solteirões e Uma Pequena Dama, não se define como um drama, romance, comédia ou até mesmo uma crítica social, visto que aborda a pressão exercida pela exploração imobiliária desenfreada.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O ATAQUE

NOTA 6,5

Mais uma vez a Casa Branca
é atacada e salva por uma dupla
de heróis improvável em ação
divertida e que cheira nostalgia
Coincidência, espionagem industrial ou simplesmente falta de criatividade? Como explicar que de tempos em tempos surjam filmes com temáticas muito semelhantes? Vulcões em erupção ameaçando uma cidade (O Inferno de Dante e Volcano - A Fúria), meteoros prestes a por um fim na humanidade (Impacto Profundo e Armageddon), a exploração da vida dos insetos (Formiguinhaz e Vida de Inseto) e dos animais marinhos (Procurando Nemo e O Espanta Tubarões) e mágicos em destaque (O Ilusionista e O Grande Truque). Isso sem falar sobre a representação de mesmos conflitos da época da Segunda Guerra Mundial, ainda que seja um período de farto material e vários caminhos a serem explorados. Para engrossar a lista, também temos as produções visando a destruição de um dos lugares mais seguros (e também mais visados) de todo o mundo. Após ser invadida por terroristas norte-coreanos em Invasão à Casa Branca, a sede do governo dos EUA mal teve tempo de ser reconstruída e já virou palco de outro show pirotécnico em O Ataque. Orquestrando a destruição ninguém menos que o diretor alemão Roland Emmerich, conhecido pelo seu apreço aos filmes-catástrofes. E as vezes de fato suas produções são verdadeiros desastres, como 10.000 A.C., ou prometem demais como 2012. Ele já destruiu uma vez a Casa Branca em Independence Day (inclusive faz questão de frisar isso em uma rápida fala logo nos primeiros minutos), mas queria explorar mais as ruínas do local narrando o drama vivido pelo jovem John Cale (Channing Tatum), um ex-militar que trabalha na equipe de segurança do congressista Eli Raphelson (Richard Jenkins), mas que sonha em integrar ao serviço secreto e ser um dos responsáveis pela segurança de James Sawyer (Jamie Foxx), ninguém menos que o presidente americano. Ele tem uma entrevista na sede do governo para realizar seu sonho e aproveita para levar a filha Emily (Joey King) para conhecer o local. Todavia, o passeio é interrompido por uma invasão terrorista e agora realmente terá a chance de salvar a vida do político, mas também terá que se preocupar em salvar a garota que está na mira dos criminosos após ser descoberta enviando filmagens do ataque via celular para a internet.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O PESADELO

NOTA 0,5

Trazendo à tona a lenda do
bicho-papão, suspense além de
abusar de clichês peca em um ponto
principal: simplesmente não assusta
Para quem acompanha a carreira do cineasta Sam Raimi seu apreço pelo gênero de horror não é nenhuma novidade. Sua estreia em The Evil Dead - A Morte do Demônio já comprovava isso. De um trabalho amador iniciado na faculdade de cinema ao comando da milionária trilogia original do personagem Homem-Aranha, como diretor em geral não decepciona, porém, como produtor seu nome estampando a publicidade de um filme gera desconfianças. Era de se esperar que viria a concretizar seu sonho de ser proprietário de uma produtora especializada em fitas de terror e suspense, a Ghost House, mas também havia expectativa que seria mais criterioso na escolha dos projetos que investiria. Entre a estreia com o remake oriental de O Grito e o excelente 30 Dias de Noite no meio do caminho deu o aval para a realização de O Pesadelo que tinha tudo para dar certo, afinal de contas pretendia narrar a história do lendário bicho-papão, nos EUA mais conhecido como o monstro do armário. Quem na infância nunca passou ao menos uma noite em claro de olhos bem atentos ao menor ruído ou sombra? O problema é que para o jovem Tim Jensen (Barry Watson) a historinha para assustar e forçar criancinhas a se comportarem não morreu com a puberdade e o atormenta ainda na vida adulta. Ele jura que quando tinha oito anos viu seu pai sendo tragado para dentro do armário de seu quarto por uma estranha criatura na calada da noite, contudo, toda a sua família sustenta a hipótese que o patriarca simplesmente foi embora de casa deixando tudo e a todos para trás. Sua mãe nunca se recuperou do choque e após algum tempo internada em uma clínica acabou falecendo. Agora Jensen precisa tomar coragem e voltar à casa onde passou sua infância para tratar da venda do imóvel, mas principalmente tentar exorcizar de uma vez por todas os seus temores. Além da incerteza do que de fato aconteceu com seu pai, ele ainda sofre com pesadelos com a mãe, algo a ver com o sentimento de culpa de nos últimos anos a ter abandonado... Bem, poderia ser um gancho interessante a desenvolver, mas para o azar da atriz Lucy Lawless o roteiro resume sua participação a menos de dois minutos. Por outro lado, sorte dela que não ficou com a imagem atrelada a tamanha bobagem, assim como também de Charles Mesure que interpreta o pai na introdução.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

WALT NOS BASTIDORES DE MARY POPPINS

NOTA 8,0

Embora se alongue e ainda assim
esconda alguns fatos sobre os bastidores
do clássico Mary Poppins, fita conquista
com força de seus protagonistas e nostalgia
Por pouco uma das histórias mais clássicas do cinema e dos estúdios Disney não teve um final feliz. Não seria nenhuma tragédia, não houve incêndio e tampouco mortes, mas por um triz o mundo poderia ficar sem um dos mais belos e singelos contos já levados às telas por conta de uma acirrada briga de bastidores. Walt nos Bastidores de Mary Poppins aborda a difícil produção do longa de uma das babás mais famosas de todos os tempos. Lançado em 1964, o longa conquistou cinco Oscars, entre eles o de Melhor Atriz para a inglesa Julie Andrews estreando no cinema no papel-título, uma mulher com poderes mágicos que transforma a amarga rotina de uma família com seu otimismo e alegria. Dizem que na infância as filhas de Walt Disney (Tom Hanks) se apaixonaram pelo livro publicado em 1934 pela escritora australiana Pamela L. Travers (Emma Thompson) e ele fez uma promessa aparentemente bastante simples para quem criara um verdadeiro império da cultura e do entretenimento: transformar as páginas de papel em belas imagens em celulóide. Contudo, não bastava seu dinheiro, fama e poder. Mais do que tudo era preciso vencer a empáfia da criadora que não via com bons olhos o tipo de trabalho do mestre das animações. Durante mais de duas décadas ela resistiu as investidas do magnata, mas quando se viu em apuros financeiros, devido a crise literária que enfrentava a concorrência da televisão e do próprio cinema como meios de entretenimento, aceitou negociar os direitos de sua obra com a condição que pudesse acompanhar de perto o trabalho da equipe por trás das câmeras. Saindo a contra-gosto de sua pacata rotina em Londres para o agitado cenário de Los Angeles, mais especificamente em Hollywood, na realidade ela queria forçar a desistência do projeto uma vez que inseriu no contrato a cláusula de que poderia vetá-lo caso não aprovasse certas liberdades de criação.  A relação de Travers com seu livro não é meramente profissional ou intelectual, mas acima de tudo íntima e nostálgica, o que justifica seu comportamento irascível descaradamente fazendo inúmeras exigências para tentar desanimar a todos. Entrando na pré-estreia de braços dados com Mickey Mouse, o longa tenta fazer média e mostrar a escritora até se divertindo em alguns momentos, mas na realidade odiou o filme e nunca mais cedeu os direitos de suas obras para adaptações.

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