quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DIAS INCRÍVEIS

NOTA 6,0

Mais um exemplar da safra de
comédias sobre homens que não querem
amadurecer, filme não aprofunda o tema,
apoiando-se no humor dos protagonistas
Prorrogar ao máximo a juventude, esse é sem dúvida o maior sonho de todas pessoas e o cinema por diversas vezes se aproveitou de tal devaneio, mas a mensagem final geralmente é a mesma: viva intensamente o momento, envelhecer é preciso. Passar por procedimentos estéticos e viver de remédios ditos milagrosos apenas retardam rugas, mas algum sinal de que a idade avançou mais cedo ou mais tarde aparecerá. E como lidar com o espírito da juventude que teima em não amadurecer? Pensando nisso, tem uma turma de atores americanos que se especializou em lidar com tal temática e praticamente criou um subgênero para a comédia. Nos últimos anos tem se popularizado as fitas de humor focando as desventuras de trintões e quarentões que precisam na marra aceitar que já não são adolescentes, mas sempre que tentam dar um passo adiante parece que há uma força sobrenatural que os puxa para retroceder outros dois. Dias Incríveis segue bem essa linha e traz um trio bastante representativo encabeçando o elenco e que resolve exorcizar as mágoas da vida adulta voltando aos bons tempos da escola literalmente. Mitch (Luke Wilson) sofreu uma decepção amorosa quando voltou de viagem e encontrou a namorada em sua casa praticando swing. Frank (Will Ferrell) conseguiu se casar, mas basta o mínimo contato com alguma lembrança dos tempos de escola para que perca as estribeiras e não se importe de sair pelado correndo pelas ruas. Já Beanie (Vince Vaughn) também casou e tem filhos, mas não trai a mulher, embora sinta saudades de quando era livre e sem as responsabilidades de assumir uma família. Quando Mitch aluga uma casa dentro de um campus universitário, os amigos logo lançam a ideia de montar uma república estudantil à moda antiga, ou seja, um lugar para homens se reunirem e darem altas festas com muita música, bebidas e mulheres, muitas mulheres. Logo na primeira balada tem a presença luxuosa do rapper Snoop Doggy. Como pagaram seu cachê?... Bem, isto é uma comédia, então vale tudo, até mesmo um cantor famoso acostumado com multidões aceitar fazer um pequeno show em um jardim.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O SEGREDO DA CABANA

NOTA 8,0

Com base em uma trama comum
de fitas de horror, longa desconstrói
chavões do gênero e surpreende com
final que reverencia monstros sagrados
Um grupo de jovens decide passar um final de semana em uma isolada cabana no meio de uma floresta, uma viagem movida a bebidas, drogas, sexo e.... Mortes! Tal argumento caberia como uma luva para centenas de títulos, assim como se encaixa perfeitamente para O Segredo da Cabana, mas não se engane com a alcunha genérica. Este não é um filme de terror convencional, mas uma produção ímpar que ao mesmo tempo reverencia, desconstrói e também parodia (não no sentido pejorativo) chavões do gênero tendo como referência óbvia o cultuado (e também odiado em proporções semelhantes) The EviL Dead – A Morte do Demônio. Quando Sam Raimi realizou sua obra maldita ele ainda era apenas um aspirante a cineasta, mas transbordava criatividade e paixão por fazer cinema. Provavelmente não lhe passava pela cabeça de que o filme que realizou aos trancos e barrancos e na base de trucagens caseiras viria a se tornar um modelo para tantos outros diretores, ainda que os trabalhos dos pupilos por acaso inevitavelmente deixassem transparecer certa deficiência de personalidade. Não é o caso da fita em questão. Basicamente deitando e rolando sobre os principais clichês do cinema de horror, a fita nem de longe lembra o estilo tosco e debochado da série Todo Mundo em Pânico graças ao tom de homenagem adotado pelo diretor Drew Goddard, co-roteirista do superestimado Cloverfield - Monstro no qual precisou segurar as rédeas de sua imaginação em nome do suspense. Em sua estreia na direção, agora ele pôde  literalmente exorcizar seus monstros. A metalinguagem se faz presente do início ao fim revelando os mecanismos que sustentam as produções de terror. A aguardada viagem que os estudantes planejavam a meses na realidade é uma armação da equipe de um macabro reality show onde cada um deles tem um personagem definido de acordo com suas personalidades para fins de estudos de psicologia ou algo assim. Dana (Kristen Connoly) é a puritana e certinha do grupo, Jules (Anna Hutchinson) é garota sexy e burra, Curt (Chris Hemsworth) é o esportista metido a valentão, Holden (Jesse Williams) faz as vezes do nerd sedutor e Marty (Fran Kranz) é o chapadão da galera, porém, com inteligência acima da media e o único a sacar os clichês dos filmes de terror que passam a atrapalhar a viagem.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

NÃO É MAIS UM BESTEIROL AMERICANO

NOTA 5,5

Parodiando comédias e romances
teens, longa é acima da média para
seu estilo e com boas citações a filmes da
época e também clássicos da década de 1980
No ano 2000 Todo Mundo em Pânico foi produzido com uma ninharia e faturou alto, muito alto, achincalhando os filmes de terror e alguns sucessos da época de outros gêneros. Não demorou muito para produtores despertarem interesse pela paródia de gêneros e assim é que surgiu Não é Mais um Besteirol Americano, uma brincadeira em cima de comédias e alguns poucos dramas voltados para os jovens. O título original seria algo como "não é outro filme de adolescentes", mas tanto ele quanto a alcunha que ganhou no Brasil não vendem corretamente a ideia da fita. Este é sim mais um filme para adolescente e também é mais um besteirol americano, porém, que surpreendentemente conta com algumas boas piadas como a inserção de um número musical com as entonações e coreografias calcadas no exagero do exagero. A trama principal, parodiando Ela é Demais, tem como protagonista Janey Briggs (Chyler Leigh), uma estudante de um tradicional colégio para riquinhos e metidos, mas quem não segue um padrão estético definido automaticamente é marginalizado. É bem o caso. Mal vestida, com óculos chamativos e um rabinho de cavalo broxante, ela não tem muitos amigos e sonha em se tornar uma famosa artista plástica. Sem querer ela acaba entrando na mira de Jake Wyler (Chris Evans), o bonitão do colégio que aposta com os colegas que conseguirá transformar a garota mais feia do pedaço na rainha do baile de formatura. Enquanto isso, o time de futebol americano dos estudantes, liderado pelo próprio Jack assumindo o lugar do capitão Reggie Ray (Ron Lester), seu melhor amigo que corre risco de vida após um acidente, está enfrentando problemas no campeonato que estão disputando por despreparo do novo líder, a desculpa perfeita para as líderes de torcida darem aquela forcinha se exibindo em minúsculas roupas e em coreografias sensuais para os rapazes, como a piriguete Priscilla (Jaime Pressly).

domingo, 13 de agosto de 2017

O PAIZÃO

Nota 7,5 Despretensiosa e divertida, comédia já ditava o estilo de trabalho de Adam Sandler

Muitos homens fogem como o Diabo da cruz quanto a ideia de se tornarem pais. Assumir responsabilidades, ter que alterar suas rotinas e de certa forma perder a liberdade que tanto se orgulham de ter são alguns dos empecilhos de colocar um filho no mundo. E o que dizer de caras dispostos a encarar o desafio por amor a uma criança que literalmente bate à sua porta sem mais nem menos? Esse é o plot da comédia O Paizão, mais uma entre tantas comédias semelhantes no currículo de Adam Sandler, na época já um astro nos EUA, mas no Brasil um ilustre desconhecido. Na trama que o próprio assina como produtor e o roteiro em parceria com Steve Franks e Tim Herlihy, ele dá vida ao boa-vida Sonny Koufax, rapaz formado na faculdade de direito, mas que se contenta com a merreca que ganha trabalhando como cobrador em um pedágio em Nova York, ao contrário de seus amigos que exercem a profissão e ganham altos salários. Sua preocupação no momento é a todo custo provar para namorada Vanessa (Kristy Swanson) que não é nenhum inútil e assim reconquistá-la. O pé na bunda era o que ele precisava para acordar para a vida e amadurecer. No entanto, essa mudança de vida só é possível a partir do momento que conhece o pequeno Julian (papel revezado pelos gêmeos Cole e Dylan Sprouse), um garotinho de cinco anos que é abandonado com um bilhete da mãe pedindo para procurar certo homem. Sonny não é o tal cara, mas de imediato compra a ideia da adoção pensando em reconquistar a namorada, mas não esperava se afeiçoar tanto ao menino. A transição de adolescente fanfarrão para adulto responsável é feita de maneira convincente. O roteiro aborda várias situações em que ele educa o garoto como se fosse um amigo dando conselhos ao outro, claro que a maioria reprováveis, mas dentro de seu universo perfeitamente aceitáveis, até seus amigos aprovam. Somente quando é criticado por alguém de fora de seu circuito de amizades é que lhe cai a ficha dos erros que está cometendo.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

PETS - A VIDA SECRETA DOS BICHOS

NOTA 7,0

Apesar do ritmo frenético, tramas
paralelas e personagens cativantes,
animação fica a dever a diversão e
curiosidade prometidas em seu título
Quem nunca imaginou o que deve fazer seu bichinho de estimação quando ele está sozinho em casa? Será que ele dorme o tempo todo? Fica admirando a paisagem pela janela? Ou na mesma posição que fica quando seu dono se despede pela manhã permanece até a sua volta? Explorar tal ideia é o argumento que sustenta Pets - A Vida Secreta dos Bichos. Ou assim deveria ser. A publicidade do filme vendia a fantasia de que na ausência de seus tutores por algumas horas os animais curtiam baladas alucinantes e zoavam a torto e a direito com outros vizinhos pets. Umas duas ou três cenas de fato traduzem este espírito anárquico, mas o roteiro em si apresenta uma outra proposta explorando a jornada de personagens reencontrando o caminho de casa, mas também aprendendo como é a vida longe do conforto de seus lares. Max é um cãozinho com pedigree acostumado aos paparicos de sua dona e que aproveita todas as regalias de seu apartamento durante o dia enquanto ela sai para trabalhar. Quando ela volta ele a enche de carinhos como retribuição, mas certa noite uma surpresa faz seu mundo perfeito cair. Ela chega em casa acompanhada de Duke, um vira-lata peludo e grandalhão com quem agora terá que aprender a dividir as atenções e seu espaço físico. À primeira vista os cãezinhos já se estranham, não só pelo ciúme, mas também pelo choque de personalidades, afinal um é extremamente mimado e organizado enquanto o outro é espaçoso e desordeiro. Em uma das brigas que travam eles acabam indo parar no meio da rua e passam a ser caçados não só pelo controle de zoonoses como também por um bando de malvados felinos e por uma gangue de animais rejeitados. A dupla então se mete em uma série de aventuras enfrentando o trânsito caótico de Nova York, o submundo das tubulações de esgoto e os perigos oferecidos pelas construções e monumentos da cidade. E assim o filme se resume a muita ação e poucos conflitos. Os animais correm de um lado para o outro, soltam piadinhas visuais ou em diálogos aqui e ali, mas seus perfis são bastante limitados. Sabemos apenas o estritamente necessário para diferenciar os mocinhos da turminha do mal, embora é bom destacar a inversão de personalidade de alguns poucos personagens.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A CASA DAS COELHINHAS

NOTA 3,0

Apesar do argumento principal
explorar a valorização da imagem,
comédia dispensa aprofundamentos e
pega leve até mesmo com piadas picantes
Não é só no Brasil que a revista Playboy já não goza mais do prestígio de outrora. Com a popularidade da internet, a publicação deixou de ter o gostinho de proibido que aguçava adolescentes e que garantia milhões de dólares mensalmente na conta bancária de seu criador Hugh Hefner. Todavia, ainda há muitas garotas que sonham em se tornar coelhinhas, nome carinhoso dado as ninfetas que estampam as edições, e a famosa mansão de mesma alcunha continua enraizada no imaginário masculino. Nela vivem lindas jovens com corpos esculturais e que passam dia após dia se divertindo em festas a beira piscina e com pouquíssima roupa. Bem, na verdade essa imagem da Mansão Playboy é mais uma especulação, mas não deve ser muito diferente do que vemos na comédia A Casa das Coelhinhas, que não só homenageia ao mesmo tempo que debocha do status ilusório que este universo paralelo adquiriu, como também retrata uma problemática intrínseca à cultura jovem dos EUA. Se você não é popular você não existe. Será mesmo? Shelley Darlingson (Anna Faris) é uma das dondocas que habita o casarão, mas ao atingir 27 anos, o que em sua "carreira" é como se já beirasse a terceira idade, ela acaba sendo expulsa. Na verdade ela é vítima de uma de suas coleguinhas invejosas que arma uma cilada que a faz crer estar sendo dispensada, isso sem ter tido a honra de ser fotografada para algum ensaio. Como nunca trabalhou ou estudou, simplesmente viveu de pernas para o ar e fazendo caras e bocas, a moça se vê sem rumo e vai bater na porta de uma irmandade onde apenas patricinhas populares e ricas vivem, mas para sua surpresa é logo de cara dispensada. Transtornada, literalmente ela cai na frente da Zeta Alpha Zeta, o lar que abriga as estudantes desajustadas, problemáticas e nerds. O local está sob ameaça de ser fechado pela universidade por falta de interesse de novas moradoras em dividir o espaço e então Shelley encontra a maneira perfeita para pagar sua estadia: ajudando as garotas a mudarem de vida, tornando-as atraentes e alvo de cobiça dos rapazes, assim a casa viraria sinônimo de alegria e diversão e atrairia novas hóspedes. Detalhe: ela vira a líder das perdedoras sem nem mesmo ser uma estudante, contrariando uma regrinha básica das tais irmandades. Todavia, sua personalidade altiva perante a postura cabisbaixa de suas pupilas a rotulam naturalmente como um ser superior, um modelo a ser seguido.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A FAMÍLIA FLYNN

NOTA 7,5

Baseado em fatos reais, drama
comove com história de reencontro
de pai e filho com passado conturbado,
mas arrastado último ato prejudica obra
Saber lidar com os infortúnios da vida não é nada fácil. Assumir fracassos ou frustrações menos ainda. Histórias baseadas em fatos reais do tipo sempre foram uma grande fonte de inspiração para o cinema, mas o que não é comum é que o próprio personagem da vida real participe da realização de seu filme autobiográfico. A Família Flynn não só é inspirado no livro de memórias "Another Bullslit Night in Suck City" escrito pelo romancista Nick Flynn como ele próprio é um dos produtores. A narrativa aborda suas difíceis lembranças da infância e juventude e seu complicado relacionamento com seu pai. Interpretado por Paul Dano na fase adulta, Nick é posto para fora de casa após trair a namorada e está precisando de um emprego que lhe ofereça estabilidade. Já alimentava o sonho de ser escritor há um bom tempo, mas ainda assim duvidava de seu próprio talento e o destino parecia lhe negar a chance de melhorar de vida. Em suas andanças acabou conhecendo dois rapazes de índole duvidosa e foi morar com eles em um imóvel que ocupavam ilegalmente. Vivendo no submundo, inevitavelmente acabou caindo no vício das drogas e só não deu continuidade a sua degradação graças ao apoio de Denise (Olivia Thireby), uma jovem que trabalha em um abrigo para sem-tetos. Eles começam a namorar e ela lhe consegue um emprego no local. Quando acredita que as coisas estão melhorando, sua tranquilidade é abalada por um telefonema de Jonathan (Robert De Niro), seu pai que não via e nem mesmo conversava há quase vinte anos. Quando o filho era pequeno ele foi preso por alguns delitos, o que explica o afastamento entre eles, mas também sempre foi um homem desajustado, violento, alcoolatra, preconceituoso e homofóbico. Parece que todos os adjetivos negativos se encaixam na descrição de seu perfil que também engloba a mania de grandeza e o sentimento de superioridade. Considerando-se um grande contador de histórias, acredita que os EUA teve apenas três grandes escritores e é óbvio que ele seria um deles, embora por toda a sua vida tenha se dedicado a escrever um calhamaço sem fim que ninguém nunca leu, mas que autointitula como o maior romance americano de todos os tempos.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O MISTERIOSO CASO DE JUDITH WINSTEAD

NOTA 3,0

Apesar da boa proposta, montar um
documentário com edição de imagens de
um caso de possessão demoníaca,
fita entedia com ritmo lento e poucos sustos
Zumbis, assassinos mascarados, monstros, casas assombradas, eventos sobrenaturais... O gênero terror possui diversas vertentes e é interessante que os estilos e temas acabam marcando determinadas épocas. A década de 1980 ficou rotulada pelas fitas de horror trash, a década seguinte pelo revival dos seriais killers e os anos 2000 pelo ápice do cinema gore. Em paralelo as vísceras expostas e torturas sem limites, os primeiros anos do novo milênio também serão lembrados por uma técnica em específico que se encaixa em todos os estilos citados no início: o found footage. Compilação de imagens de vídeos caseiros, o recurso caiu como uma luva para ajudar a contar histórias de arrepiar supostamente reais, mas tudo que é demais não tarda a enjoar. Desde o final de 1999 quando A Bruxa de Blair causou frisson e faturou alto vendendo a ideia de um filme exclusivamente editado a partir de fitas encontradas em uma floresta onde adolescentes desapareceram, muitas outras produções tentaram repetir o sucesso imbuídos do espírito altruísta de que para fazer cinema basta uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. A realidade não é tão fácil assim e com exceção de Atividade Paranormal filmes do tipo costumam dar prejuízos o que nos leva a questionar o porquê de alguns diretores ainda apostarem no estilo. O Misterioso Caso de Judith Winstead procurou dar um gás para à técnica assumindo a identidade de um documentário, mas para um filme cujo principal objetivo é aterrorizar o espectador o casamento de gêneros falhou. Fora um ou outro momento, no geral não impacta e tampouco assusta na medida necessária. Acompanhamos com tédio a história escrita e dirigida por Chris Sparling, do pouco visto Enterrado Vivo, apesar de seus esforços para oferecer algo diferenciado.  A trama nos apresenta o Dr. Henry West (Willian Maphother), cientista que em meados da década de 1970 criou o Instituto Atticus, local para estudos psicológicos voltado para pessoas com habilidades especiais.  Muitos pacientes foram submetidos a diversos testes para verificação de atividades paranormais, alguns poucos casos de fato comprovados e tantos outros considerados fraudes, mas nenhum deles desafiou tanto a equipe médica quanto o episódio da jovem do título.

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