sexta-feira, 16 de junho de 2017

A ÚLTIMA PREMONIÇÃO

NOTA 2,0

Calcado em clichês e com

atuações apáticas, longa tenta
surpreender com final surpresa que
no fundo é um tremendo engodo
O título nacional vende bem o peixe. Ou seria vende mal? A Última Premonição tem a proeza de entregar em apenas duas palavras o desfecho de uma história completamente insossa, porém, há quem aponte o último ato como uma cartada certeira para compensar a chatice do restante do filme. Surpreendente ou não, o desfecho não é o suficiente para poupar o diretor Kevin Greutert de umas boas broncas. Parece que se esforçou propositalmente para criar uma das piores produções de suspense dos últimos anos. Assim como em Jessabelle - O Passado Nunca Morre, seu trabalho anterior tão ruim quanto este, o cineasta se cercou de praticamente todos os clichês possíveis, a começar pelo gancho da protagonista traumatizada que se muda para um local isolado para recomeçar a vida. O casal Eveleigh (Isla Fisher) e David Maddox (Anson Mount) decidem deixar a cidade grande e adquirem uma chácara no interior onde pretendem reativar um abandonado vinhedo. Contudo, logo são questionados sobre a coragem de investirem seu tempo e suas economias em um local onde nada rende frutos, um sinal de que deveriam repensar se fizeram um bom negócio. Ganhar dinheiro para eles na verdade é o de menos. O que desejam é oferecer uma melhor qualidade de vida para o filho que estão esperando e esquecer as lembranças de um acidente de carro no qual a moça se envolveu há cerca de um ano e que resultou na morte de uma criança. Eveleigh desde então vive atormentada, principalmente agora que vai ser mãe, mas a mudança de endereço parece só ter piorado as coisas. Dia e noite ela é torturada por vozes, pesadelos, barulhos estranhos e visões de um vulto encapuzado. Para variar ninguém vê ou escuta tais alucinações e como sua atual residência é envolta de mistérios por conta de um episódio do passado a jovem acredita estar tendo visões de alguma tragédia ocorrida por lá, mas como o infeliz título deixa explícito não se tratam de memórias despertadas e sim previsões de algo que irá acontecer, mas Eveleigh só se dará conta disso tarde demais.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS

NOTA 3,5

Com Owen Wilson apenas
reciclando o papel de marmanjo
imaturo, comédia não traz novidades
e se arrasta com piadas previsíveis
Você se lembra da comédia Duplex? Drew Barrymore e Ben Stiller interpretavam os simpáticos protagonistas começando a vida a dois de maneira bastante conturbada. Embora moradora do segundo andar, a velhinha vivida pela divertida Eileen Essell aprontava mil e uma para tirar o casal do sério propositalmente. Analisando de maneira bastante simplista, Dois é Bom, Três é Demais praticamente conta a mesma história com destaque para o personagem de Owen Wilson, também produtor da fita. Ele vive Randolph Dupree, o encosto da vez, porém, sem querer querendo. Sem ter onde morar e desempregado, ele acaba sendo acolhido por Carl Peterson (Matt Dillon), que acredita ter a obrigação moral de ajudar seu melhor amigo desde os tempos do colégio, uma amizade sincera embora os dois tenham perfis completamente opostos. O problema é que o jovem executivo acaba de se casar com Molly (Kate Hudson) e mal terá tempo para aproveitar o lar doce lar. Compreensiva, a esposa não faz objeções quanto ao ato de caridade, mas não tarda a se arrepender. Da posse da mensagem gravada na secretária eletrônica, passando pelo inconveniente de ter que dividir o banheiro da suíte dos pombinhos e chegando ao cúmulo de um aviso de não perturbe na porta de entrada para não atrapalhar uma transa, Dupree é um mala sem alça que leva ao pé da letra mensagens do tipo "fique à vontade" ou "sinta-se como se estivesse em sua casa". O que era para ser uma estadia de alguns dias, acaba se prolongando indefinidamente. Ao invés de procurar emprego, coisa que até tenta fazer, mas sempre ele próprio se desqualificando às vagas, o marmanjão gasta seu tempo brincando com as crianças e adolescentes da rua, organizando reuniões com amigos e não perde a chance de dar pitacos na vida do casal recém-formado e careta. Ele até tem consciência que erra e tenta se redimir com algumas boas ações, mas nunca aprende com seus deslizes. Sempre sendo perdoado, só lhe cai a ficha que é um fardo para os amigos quando literalmente coloca fogo na casa com mais uma de suas aventuras sexuais.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

OLIVER TWIST (2005)

NOTA 5,0

Adaptação de Roman Polanski de
clássico literário é esteticamente bela,
mas fica a dever em emoção e é estranha
à filmografia do premiado diretor
Clássico é sempre clássico e não pode ficar restrito a uma geração. Seja através da releituras literárias, adaptações para o cinema, televisão ou teatro ou tão somente ter algum trecho como fonte de inspiração para qualquer outra manifestação artística, é importante que obras de relevância do passado façam parte da cultura de épocas futuras. Pode-se inspirar nos originais para uma versão modernizada ou simplesmente seguir à risca os escritos sem permissão para ousadias, mas em ambos os casos existe o risco de errar. O clássico romance de Romeu e Julieta ou a trágica história de Hamlet são alguns exemplos de histórias que atravessam gerações, contadas e recontadas das mais variadas formas, mas certamente se algum diretor de cinema lançar a ideia de uma nova adaptação de qualquer uma destas obras será detonado nas redes sociais.  Com sua adaptação engessadinha de Oliver Twist o cultuado cineasta Roman Polanski não chegou a ser um grave alvo de chacotas, mas talvez tenha sentido o pior dos castigos para alguém que trabalha com artes: seu filme foi ignorado pelo público e crítica. Mesmo premiado no Festival de Toronto, o drama ganhou lançamento limitado nos EUA e em vários outros países. E infelizmente não podemos dizer que tenha sido uma injustiça. Visualmente belo, o grande problema deste trabalho está no roteiro que conta uma história que apesar de batida conquista inicialmente, mas perde o vínculo emocional com o espectador ao estender demais o drama do pequeno protagonista. O carismático Barney Clark defende o personagem-título, um garoto órfão que recebe em um orfanato um sobrenome um tanto sofisticado, porém, sua vida passa longe de luxos e riquezas. Pelo contrário. Sua infância é marcada por tristezas, abusos e miséria. À mercê da sociedade londrina do início do século 19, hipócrita e sem escrúpulos, o menino foge do cruel sistema de caridade governamental, no qual é submetido a trabalho escravo, e consegue ser adotado pela família do Sr. Sowerberry (Michael Heath) que vive da venda de caixões, mas sua sina de maus tratos não tem fim. Após uma desavença com Noah (Chris Overton), seu irmão de criação, o órfão é espancado e trancado em um frio e escuro porão. É quando decide fugir e se aventura a buscar melhores condições de vida.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

OS CROODS

NOTA 8,0

Abordando assuntos atuais tendo
como pano de fundo a idade da pedra,
animação tem ritmo frenético e boas
piadas, mas no fim se rende às tradições
Desde que Toy Story foi lançado tornou-se uma obsessão dos estúdios realizar animações com tecnologia de ponta e narrativas que agradassem não só as crianças, mas também aos adultos, estes que as vezes parecem ser o verdadeiro público-alvo de algumas fitas. Não basta mais apenas fazer a alegria dos filhos. Virou regra que os pais fiquem tão ou mais satisfeitos que os pequenos com o programa-família. Os Croods cumpre bem a tarefa de agradar a todas as idades contando uma história divertida e cujo subtexto debocha de assuntos sempre atuais, como a alienação e o medo. A grande sacada é tratar de assuntos contemporâneos e de fácil identificação tendo a idade da pedra como ambientação. Gru é o patriarca da família do titulo, um dos poucos grupos que sobreviveram as mudanças físicas e climáticas do planeta escondendo-se literalmente do mundo. Rude e avesso a novidades, ele acredita que a única maneira de manter seus parentes em segurança é alimentando seus medos, assim praticamente tudo é motivo para se meterem em qualquer buraco para se esconderem, principalmente a noite que com os possíveis perigos que carrega soa como um presságio de morte para o brucutu. Contudo, por mais que fosse cauteloso, ele não tinha o poder de parar o tempo, as coisas mudam constantemente e sua filha mais velha Eep já começava a apresentar sinais de rebeldia típicos de adolescentes afoitos para explorar novos horizontes. Com essa relação conflituosa estabelecida, a animação é calcada no processo de descobertas e adaptação dos Croods há uma nova realidade, tudo mediado por um jovem chamado Guy que se junto ao grupo trazendo conhecimentos do outro lado do mundo, como o conhecimento de lidar com o fogo. Física e emocionalmente mais evoluído que o tal clã, além de ser bem mais racional, o rapaz logo chama a atenção de Eep, mas seu estilo moderninho de ser e de viver bate imediatamente de frente com o jeitão super protetor e antiquado de Gru, este que mesmo sendo um boçal sempre fora respeitado como alguém sábio e com espírito de liderança. Perder tal papel para ele era inadmissível, tampouco dividir as atenções, ainda mais para o paquera da filhota.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A FAMÍLIA BÉLIER

NOTA 8,0

Apesar de não se aprofundar, longa francês
acerta ao abordar a realização de um
sonho estendendo a discussão sobre como
tal decisão pode afetar outras pessoas
Uma garota descobre por acaso seu talento para a música, mas para poder viver de seu dom terá de enfrentar diversas dificuldades, incluindo romper laços afetivos e afins. Hollywood há décadas aproveita tal argumento, principalmente para abastecer o entretenimento doméstico, um jeito fácil e barato que antes abastecia videolocadoras e hoje preenche a programação dos canais por assinatura. A tática também é utilizada quando há o desejo de lançar como atriz uma já famosa cantora. Mariah Carey, Britney Spears e Christina Aguilera tentaram carreira nas telonas, mas felizmente parecem ter tido noção da extensão de seus talentos e desistiram a tempo de evitarem ser alvo de eternas chacotas. Outras já tiveram mais sorte em transitar entre a música e o cinema como Cher, Beyoncé Knowles e Madonna, ainda que a diva loura colecione alguns lampejos de sucesso como atriz em meio a diversos fracassos. Filmes cujo real objetivo é promover cantoras dificilmente não deixam de ser meros passatempos esquecíveis desde sua concepção inicial, mas eis que diretamente da França chega uma agradável surpresa desta seara. A simpática comédia-dramática A Família Bélier ganha pontos em diversos quesitos, entre eles o elenco afiado e a narrativa que, embora não seja original, não se restringe a realização de um sonho individual, lançando um olhar mais amplo ao abordar as consequências de uma decisão para toda uma família. A trama tem como protagonista Paula, interpretada por Louane Emera que ficou famosa em território francês por participar do programa local "The Voice". A personagem vive em uma pequena cidade do interior e ajuda a família a cuidar da fazenda de onde tiram o próprio sustento. Mais do que ordenhar vacas ou semear pastos, a garota é quem faz o elo entre seus parentes e a sociedade. Rodolphe (François Damiens) e Gigi (Karine Viard), seus pais, e também Quentin (Luca Gelberg), seu irmão caçula, são surdos-mudos e Paula atua como intérprete se encarregando de traduzir a linguagem de sinais para amigos e vizinhos, além de mediar as negociações das vendas dos queijos que eles próprios produzem. Contudo, sua voz tem potencial para algo muito maior.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

AS BRANQUELAS

NOTA 2,0

Apesar de se sustentar sob uma
farsa tosca e mal arquitetada,
comédia é um sucesso de popularidade,
talvez justamente por ser mal feita
Quando vai ao ar a chamada de que mais uma vez A Lagoa Azul ou Ghost - Do Outro Lado da Vida vai ser exibido na "Sessão da Tarde" são inevitáveis as piadinhas quanto ao prazo de validade dos filmes (há controvérsias quanto a isso) e sobre a falta de bons programas para rechear a TV aberta. A lista de repetecos da clássica faixa de filmes da Globo é gigantesca, porém, o que é oferecido pelos canais pagos também não fica muito atrás. Reprises de fitas populares como De Repente 30, A Sogra e Como Se Fosse a Primeira Vez batem cartão com frequência em variados canais semanalmente, mas o caso da comédia besteirol As Branquelas é digno de uma análise mais profunda sobre números de audiência, perfil dos espectadores ou simplesmente para constatar a falta de conteúdo dos canais por assinatura. Praticamente todos os dias o longa é exibido em algum canal, isso quando também não é exibido duas vezes ou até mesmo simultaneamente. Qual o segredo para tanta popularidade? Aparentemente nenhum, apenas mais um certeiro golpe de sorte dos irmãos Marlon e Shawn Wayans que já tinham tirado a sorte grande com o deboche Todo Mundo em Pânico. Eles vivem respectivamente Marcus e Kevin Copeland, agentes do FBI que estão com o emprego por um fio após fracassarem feio em sua última missão. Dispostos a mostrar serviço eles embarcam por conta própria em uma secretíssima operação. Eles descobrem que as milionárias irmãs Wilson, Brittany (Maitland Ward) e Tiffany (Anne Dudek), duas patricinhas loucas por fama e diversão, estão na mira de sequestradores. Contudo, o caso é entregue aos agentes Vincent Gomez (Eddie Velez) e Jack Harper (Lochlyn Munro), uma dupla tão atrapalhada quanto os outros dois detetives que acabaram incumbidos da simplória e ingrata tarefa de escoltarem as jovens socialites durante um fim de semana em Beverly Hills. Elas vieram especialmente para participarem de um badalado evento em que sonham ser o centro das atenções e estamparem a capa de uma famosa revista. De fato elas vão roubar a cena, ou melhor, suas substitutas.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A TROCA

NOTA 9,0

Angelina Jolie carrega nas costas
drama baseado em fatos reais que se
estende além do necessário, mas ainda
assim uma opção de primeira e requintada
Histórias baseadas em fatos reais costumam dividir opiniões. Muitos compram a ideia de que realmente tudo que se vê na tela de fato aconteceu enquanto outros tem a sabedoria de compreender que muitas passagens são adaptadas ou até mesmo inventadas em prol dos objetivos de seus realizadores. Com A Troca, drama de época dirigido por Clint Eastwood, não foi diferente, sendo que a produção colheu um considerável número de críticas negativas. Ou melhor, em partes. Tecnicamente o longa é correto, com reconstituição de época, fotografia e iluminação de primeira, mas em questões narrativas muitos condenam a opção pelo melodrama rasgado e que estende além do necessário o drama vivido por Christine Collins (Angelina Jolie), embora ele propicie facilmente a identificação com o público. Em meados de 1928, em Los Angeles, a telefonista sai de casa em um sábado a tarde para trabalhar tranquilamente não imaginando que aquela seria a última vez que poderia abraçar e beijar seu pequeno filho Walter. Quando volta ele simplesmente sumiu sem sinal algum de que possa ter ocorrido algum tipo de violência ou furto em sua casa. De imediato ela procura ajuda da polícia que age desdenhosamente no caso. Após cerca de cinco meses de angústia finalmente vem a notícia de que o garoto fora encontrado, mas na verdade Christine é forçada a aceitar uma criança em sua vida. Na época o Departamento de Polícia local estava com sua credibilidade abalada e precisava com urgência de uma boa ação para recuperar seu prestígio. Atordoada com o assédio da mídia e dos populares, além de sua própria excitação com a boa nova, Christine aceita levar o suposto Walter para casa, mas no fundo sabe que está se agarrando em vão em um breve momento de conforto. Persuadida a acreditar que o menino está diferente tanto física quanto emocionalmente por conta do trauma do sumiço e pelo passar do tempo, ela tira a prova dos nove comprovando a ausência de um sinal de nascença no corpo da criança. Revoltada, ela decide enfrentar a justiça, mas acaba caindo em uma perigosa armadilha na qual sua vida é colocada em risco para manter uma farsa orquestrada por gente poderosa e influente. Mulher, mãe solteira e corajosa, Christine passa a ser vítima de preconceito e rejeição. Tachada como louca, ela chega inclusive a ser internada em um hospital psiquiátrico onde sofre diversos abusos e humilhações. Nessa fase ela conta com o apoio do Reverendo Gustav Briegleb (John Malkovich), que bem relacionado consegue colocar boa parte da imprensa e dos populares a seu favor e a ajudou a manter sua determinação viva em busca da verdade.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A MORTE LHE CAI BEM

NOTA 8,0

Com protagonistas de peso e com
boa química, comédia ácida sobre o preço
da vaidade poderia ir além, mas nota-se
preocupação maior com efeitos especiais
O título cairia como uma luva para uma obra do excêntrico e mórbido Tim Burton, mas o fato é que A Morte Lhe Cai Bem passou bem longe das mãos do cineasta e caiu direto no colo de Robert Zemeckis, na época em evidência por conta do sucesso da trilogia De Volta Para o Futuro e do incrível encontro entre desenhos animados e atores reais que conseguiu com Uma Cilada Para Roger Rabbit. Sua então nova missão seria comandar uma comédia ácida e crítica a respeito do culto exagerado à beleza e até mesmo do sucesso, porém, mais uma vez colocando os efeitos especiais em destaque, mas nem por isso suplantando o trabalho do elenco talentoso e que deixa transparecer o quanto foi divertido atuar nesta produção. A trama roteirizada por David Koepp e Martin Donovan começa em meados da década de 1970 quando a pretensiosa atriz Madeline Ashton (Meryl Streep) está estreando seu show musical em um teatro. Enquanto se esgoela e requebra no palco o quanto pode, na plateia o público se divide entre caretas e fugas repentinas em sinal de reprovação, mas ainda assim ela consegue conquistar a atenção de um espectador em especial. Ernest Menville (Bruce Willis) é um bem-sucedido cirurgião plástico que se encanta a primeira vista com a atriz e de imediato é correspondido. Bem, por parte dela não era necessariamente amor e sim interesse em seus talentos profissionais que poderiam lhe economizar alguns milhões com procedimentos e produtos estéticos, além de alimentar seu prazer egoísta em mais uma vez atrapalhar a vida de Helen Sharp (Goldie Hawn), a noiva do médico. Escritora frustrada e mal amada, ela acaba perdendo o companheiro para a rival de longa data que já lhe roubara outros tantos namorados. Depressiva e sem rumo, a autora se entrega totalmente ao ócio e à gula e chega até a ser internada em um hospital psiquiátrico. Quando chega no fundo do poço acaba reagindo motivada pelo desejo de vingança e anos mais tarde eis que ressurge em grande estilo para colocar seu plano em prática.

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