sábado, 21 de julho de 2012

AS COISAS IMPOSSÍVEIS DO AMOR

Nota 6,0 Drama tem enredo bom, mas que aponta mais caminhos do que poderia suportar

Sinopse: Emilia Greenleaf (Natalie Portman) é uma recém-formada advogada que vai trabalhar em um conceituado escritório e se apaixona por Jack (Scott Cohen), seu chefe. Ele é casado e inicialmente nem nota a presença da moça, mas ela é surpreendida quando é convocada para uma viagem de negócios com ele. Logo na primeira noite eles se aproximam e um novo romance começa que acaba rendendo um fruto. Depois de algumas semanas, Emilia descobre estar grávida e Jack se separa de Carolyn (Lisa Kudrow) com quem tem um filho, o pequeno William (Charlie Tahan). Os dois se casam e ficam na expectativa do nascimento da filha, mas aí vem uma grande decepção. A bebezinha falece três dias após seu nascimento. Para tentar esquecer sua dor e manter seu casamento, Emilia tenta se dar bem com a família do marido, principalmente com o enteado, e ainda reatar os laços com seus próprios parentes.


Comentário: O que seria uma coisa impossível no amor? Superar a dor de perder um filho? Tentar conquistar o filho que o marido teve em outra relação? Tentar se dar bem com a ex-mulher dele? Essas respostas são procuradas neste simpático longa protagonizado pela oscarizada Natalie Portman. Entre um ensaio e outro para Cisne Negro a atriz arranjou tempo para protagonizar este bem intencionado drama com a assinatura do diretor e roteirista Don Roos que tem um excelente e razoavelmente bem desenvolvido argumento. A edição talvez atrapalhe um pouco o início e possa dar um nó no cérebro dos desatentos, mas nada que comprometa a obra. Natalie faz uma personagem extremamente natural com cadências de emoções. Passa com perfeição da simpatia para a seriedade e do sorriso para as lágrimas. Ela é sem dúvida o elemento principal desta história e o personagem mais interessante. Rancorosa pelo fato de seu pai ter traído sua mãe com várias mulheres no passado, ela própria não percebe que também ocupou a vaga de amante por um bom tempo e foi a responsável pelo rompimento de uma família. Seria ela uma vilã? Não. Ross a todo tempo tenta mudar o foco de sua história através de flashbacks que se alternam com momentos do presente desta mulher, um artifício utilizado para mostrar as várias facetas dela e compreendermos o porquê de seus atos que não são carregados de maldade, mas sim de humanidade afinal todos têm seus bons e maus momentos, todos acertam e erram. No fundo, o diretor quis discutir o amadurecimento repentino pelo qual uma jovem passa quando se encontra em meio a um turbilhão de emoções e situações desconhecidas dela até então. O problema é que são muitos conflitos para serem trabalhados em um mesmo projeto, uma tarefa que somente um cineasta muito experiente daria conta totalmente. Uma personagem cheia de nuances é um prato cheio para qualquer atriz de talento e ambiciosa, mas Natalie não parece estar em seu melhor momento ou talvez o roteiro não a ajudou (o mais provável). De qualquer forma é ela quem segura as atenções, principalmente quando está em cena com o ator-mirim Charlie Tahan, uma grande revelação. Por outro lado, Scott Cohen some no filme com um personagem pouco carismático, mas condizente com a relação frágil que vive com sua ex-amante. O pior desempenho fica por conta de Lisa Kudrow que parece estar fadada a ser lembrada como artista de sucesso de um seriado de televisão antigo. No cinema não achou seu espaço nem mesmo em comédias, campo que tem mais prática. Aqui ela transforma um trabalho sério e cínico em uma personagem estereotipada e cheia de caras, bocas e tiques nervosos. Em suma, As Coisas Impossíveis do Amor tinha condições de ser um projeto bem mais reflexivo e forte, mas como deixa claro o título nacional ele nada mais é que um gostoso passatempo que, apesar de começar triste, termina com um final acalentador. Vale uma espiada.

Drama - 102 min - 2009 - Dê sua opinião abaixo.

Um comentário:

renatocinema disse...

Gostei do filme. Achei realmente uma comédia/drama simpática.

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