sábado, 11 de agosto de 2012

TEMOS VAGAS

Nota 8,5 Suspense deixa o espectador roendo unhas com um eletrizante jogo de perseguição

Sinopse: David (Luke Wilson) e Amy (Kate Beckinsale) vivem brigando e estão prestes a se separar, mas antes precisam honrar um último compromisso como casal perante seus familiares. Eles estão em meio a uma viagem seguindo um caminho deserto e escuro até que são obrigados a passar a noite num motel de beira de estrada. O gerente do local é Mason (Frank Whaley), um homem estranho, mas aparentemente inofensivo. Após se alojarem no quarto, David e Amy encontram em um esconderijo uma coleção de filmes caseiros contendo muitas cenas de violência e tortura explícita, litros de sangue e um aspecto bem realista. Então eles encontram câmeras espalhadas pelo quarto e percebem que caíram em uma grande armadilha e estão hospedados no mesmo local onde os vídeos foram filmados. Agora, eles são os protagonistas da nova produção de uma gangue de sádicos voyeurs.


Comentário: Ainda há quem saiba provocar bons sustos em Hollywood sem recorrer a banhos de sangue e tampouco a mascarados que poderiam muito bem frequentar um baile de carnaval. O diretor Nimród Antal, com um currículo tímido no cinema húngaro, voltou para sua terra natal, os EUA, para filmar Temos Vagas, um thriller enxuto e extremamente eficiente que deixa o espectador roendo as unhas de tensão e adrenalina praticamente do início ao fim. Trabalhando com uma linha de terror mais realista, valorizando a tensão e dando um espaço tímido para a violência explícita, a produção investe em uma turma de sádicos que se divertem mutilando corpos, algo que acontece na vida real e as vezes com uma frequência impressionante, infelizmente. O ambiente claustrofóbico, pouco iluminado, a sensação de estar cercado, a respiração ofegante e o desespero das vítimas, tudo isso contribuiu para que este thriller se tornasse um dos melhores realizados nos últimos tempos e para que o espectador seja envolvido pelo clima de suspense sem precisar fazer muito esforço. Grande parte do êxito da fita se concentra no casal protagonista. Kate Beckinsale já está acostumada às produções cheias de cenas de ação e correria tendo no currículo produções como Anjos da Noite e Van Helsing. Já Luke Wilson, especialista em comédias escrachadas ou do tipo cabeça, surpreende segurando bem as pontas no papel de um cara que faz de tudo para salvar a sua vida e a da esposa. O roteirista Mark L. Smith, de O Quarto do Medo, teve a idéia deste enredo certa vez que viajava pelas estradas do Novo México e observou diversos motéis de beira de estrada que aparentemente estavam inabitados, um material e tanto para uma mente fértil imaginar o que poderia acontecer dentro destes estabelecimentos. Todavia, o roteiro não dá explicações sobre o porquê da existência da gangue de assassinos, como eles se tornaram tão cruéis a ponto de comercializarem fitas tão macabras de assassinatos, chamadas de snuff movies, mas isso não faz diferença. Todos sabem que pessoas do tipo existem de verdade e que elas arquitetam planos mirabolantes para satisfazerem seus desejos perversos. O negócio aqui é se concentrar na verdadeira aula de suspense que o filme dá e que deveria ser seguida por outros títulos do filão, embora os números de bilheteria e a fraca repercussão deste trabalho não façam jus as suas qualidades. Mesmo comandando uma produção modesta e claramente de poucos recursos financeiros, Antal prova que criatividade e boa vontade podem ainda mover o cinema americano.

Terror - 85 min - 2007 - Dê sua opinião abaixo.

Um comentário:

leandroaleixo disse...

Muito bom este ilme..adorei1!

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