domingo, 9 de setembro de 2012

ECOS DO ALÉM 2

Nota 5,0 Feito para a TV, história de fantasmas e drama de guerra se fundem em filme razoável
 
Sinopse: O soldado veterano Ted Cogan (Rob Lowe) acaba de voltar de uma missão no Iraque muito perturbado. Os acontecimentos que teve que presenciar durante a guerra foram aterrorizantes e as imagens de mortos e mutilados parecem persegui-lo. Aos poucos, ele passa a ter visões cada vez mais constantes e reais dos feridos. São os espíritos de todos os inocentes mortos acidentalmente durante o fogo cruzado no Oriente Médio. Eles desejam vingança e não vão descansar. Enquanto foge das imagens assustadoras, Cogan começa a perder a sua própria sanidade. Com a ajuda dos poderes psíquicos de um estranho, ele descobre como se livrar desses fantasmas, mas sabe que pagará um preço alto por isso, colocando as vidas de sua esposa Molly (Marnie McPhail) e de seu filho Max (Ben Lewis) em perigo. Aliás, Cogan acaba descobrindo que seus problemas com habitantes do além não estão relacionados exclusivamente com os fatos da guerra, mas também podem estar ligados com um ato criminoso cometido por seu próprio filho.

Comentário: Pegando a ideia principal do primeiro filme (as batidas visões perturbadoras de almas do outro mundo clamando por justiça), este segundo filme não é nenhum primor, mas consegue entreter e ter algumas boas sequências tal qual o seu antecessor, mas não espere desdobramentos da história protagonizada por Kevin Bacon. Quem assume as rédeas deste trabalho é o ator Rob Lowe que não é um grande intérprete, mas segura bem as pontas desta produção irregular que não se define entre o drama e o suspense e, portanto, deixa o espectador por vários momentos na dúvida se expressa raiva ou aprovação. É Lowe quem carrega o longa nas costas, mas faltou a seu personagem o grau de desespero necessário diante de situações sobrenaturais. Depois de um acidente, Ted fica em coma e já é de praxe nos filmes de suspense que as pessoas que passam por isso não se recuperem sem carregar certas sequelas, no caso, o poder de ver e ouvir os mortos. Alucinações ou poder mediúnico, o fato é que sustos realmente o filme tem poucos e todos perfeitamente previsíveis, assim como no primeiro, mas a adoção de um tom mais dramático e realista contribui para que Ecos do Além 2 não passe a vergonha de ser apenas um caça-níquel literalmente feito para a TV. O roteiro é mais trabalhado e traz um gancho bem interessante, atual e até atípico para o tipo de produção: a xenofobia ou de forma mais clara a relação entre americanos e os povos árabes. As cenas que mostram o crime cometido pelo filho do protagonista são bem próximas da realidade e não duvide que tais atos realmente aconteçam. Os descendentes de árabes passaram a serem vítimas de grupos radicais que os veem com maus olhos e pretendem vingar seus compatriotas. Por sua vez, as vítimas inocentes querem justiça e por isso passam a entrar em contato com Ted, este que passa a vasculhar sua vida detalhadamente no período em que esteve no Iraque para procurar respostas. Apesar dos esforços e das boas intenções do diretor e roteirista Ernie Barbarash, do comentado Cubo Zero, o título não é marcante e a atenção tende a dispersar na maior parte das cenas, ainda que ele ouse em algumas delas inclusive apresentando corpos carbonizados. Quem procura um suspense de roer as unhas cheio de bons sustos passe longe, pois até o clima de tensão deixa a desejar. Se você gosta de tramas com uma pitadinha de drama e não se impressiona facilmente siga em frente. De qualquer forma, um longa acima da média para uma produção feita com orçamento minúsculo. Investimentos maiores, um roteiro mais caprichado e um elenco com nomes mais famosos poderiam render um bom filme que certamente poderia se sobressair em meio a mesmice do gênero.
Suspense - 89 min - 2007 - Dê sua opinião abaixo.
 

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