domingo, 2 de dezembro de 2012

DO QUE OS HOMENS GOSTAM

Nota 0,5 Primo pobre de American Pie é sem graça e recorre ao que há de pior em seu subgênero

Sinopse: Dois amigos estão partindo numa viagem para serem padrinhos em um casamento, mas antes fazem uma aposta. Se o romântico Jay (Christopher Wiehl) conseguir levar uma mulher para a cama durante o final de semana sem envolvimento amoroso ele ganhará o carro de seus sonhos e se o conquistador Dewey (Alex Nesic) conseguir resistir as tentações e não ficar com nenhuma garota ele poderá tentar passar uma noite com a irmã do amigo, Susie (Christie Lynn Smith). Chegando à casa do sogro de Scott (Michael Trucco), o noivo, Jay se surpreende ao ver que seu amigo se casará com uma antiga namorada sua, Teresa (Lisa Brenner). Este final de semana está cheio de surpresas para Jay, Dewey e para todos os demais convidados e até chegar a hora dos noivos trocarem as alianças muita coisa pode acontecer.


Comentário: O primeiro American Pie até que é divertido, mas suas horrendas sequências provam que as vezes uma fórmula que uma vez deu certo pode ser apenas um golpe de sorte. Se não bastassem as indecências, escatologias e piadas sem graça desta série destinada unicamente para adolescentes com hormônios em ebulição, ainda temos que aguentar outros produtos semelhantes, mas com qualidades ainda mais questionáveis como é o caso de Do Que os Homens Gostam, um engodo que a começar pelo título já enrola o público fazendo uma clara alusão à comédia Do Que as Mulheres Gostam estrelada por Mel Gibson. A história repleta de personagens bizarros, interpretados por um elenco de desconhecidos e sem um pingo de talento, é de envergonhar qualquer um. O enredo parte de uma aposta feita por dois amigos bobalhões, um que é romântico ao extremo e o outro que é um tremendo galinha. Jay reencontra uma paixão do passado agora sendo a noiva de um amigo que na realidade parece mais interessado é no dinheiro da família dela. Tirando a aposta idiota, este fiapo de enredo é um dos mais clássicos temas das comédias românticas, mas o romance passa longe desta produção. O diretor e roteirista Lawrence Gay recheia seu filme com cenas indigestas protagonizadas por tipos estranhos como Phil, interpretado pelo careteiro Duane Martin, que aceita se passar por um modelo que estampa publicidade de cuecas para conquistar uma garota. Há também uma garota insaciável por sexo, vivida por Jennifer Gareis, cujas cenas passam longe do sensual e beiram o ridículo. Entre tantos outros panacas e tarados que desfilam pela tela, ainda temos um porco de estimação tarado para engrossar o coro da escatologia que envolve cenas sobre piercings, urina no sexo e até uma stripper que leva seu filho pequeno às despedidas de solteiro em que é contratada. É muito lixo reunido em um mesmo filme, mas ainda bem que ele é curto, pouco menos de uma hora e meia de cenas absurdas unidas por um remendo de roteiro. Constrangedor e ridículo, um filme que só deve agradar mesmo a adolescentes acéfalos, principalmente do sexo masculino que costumam pensar com outro tipo de cabeça. Todavia, uma indicação válida para seu pior inimigo. Sessão tortura garantida.

Comédia - 89 min - 2003 - Dê sua opinião abaixo.

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