domingo, 23 de dezembro de 2012

LINHAS CRUZADAS

Nota 7,5 Mescla de drama e comédia familiar cai muito bem para curtir no final de ano

Sinopse: Eve (Meg Ryan) tem uma vida super atribulada. Desdobra-se para dar conta do trabalho e cuidar do marido, do filho e de sua casa. Além de tudo isso, ela ainda precisa arranjar tempo para cuidar de seu pai idoso, Lou Mozell (Walther Matthau), que precisa ser internado em uma clínica por causa de sua saúde constantemente debilitada. Grande parte do dia, a moça passa atendendo longos telefonemas de seu pai e de suas excêntricas irmãs que se esquivam de compromissos com o idoso, assim sobrecarregando a irmã. Maddy (Lisa Kudrow) sonha em ser uma grande atriz, mas uma boa oportunidade de trabalho nunca surge. Já Georgia (Diane Keaton) é uma bem sucedida editora de revistas que só pensa no trabalho. A medida que todos na família ficam cada vez mais dependentes de Eve, a moça precisa aproveitar que é o elo de ligação entre todos para reatar os laços familiares e desfazer mal entendidos do passado.


Comentário: Pelo trio de atrizes principais encabeçando uma história que tem cara de comédia romântica você já deve imaginar o que vem por ai. Sim, é mais do mesmo, mas para quem não for muito exigente e não esperar muita coisa deste longa, certamente a repetição de clichês surtirá efeitos positivos, até porque é perceptível que a idéia era justamente apresentar conflitos e situações manjadas para agradar a um público que está acostumado com os roteiros repetitivos e bonitinhos, principalmente as donas de casa, mulheres mais velhas que se identificariam facilmente com um roteiro próximo de suas realidades nessa etapa da vida. Apesar de serem três irmãs, a personagem de Meg Ryan poderia ser considerada a protagonista, mas falta uma história romântica para se afirmar que esse filme é a sua cara. Inicialmente e pelo título temos a idéia de uma grande comédia, mas aos poucos a trama vai ganhando contornos de drama familiar e até a comemoração do Natal é citada reforçando o caráter melodramático da obra. Assim, o filme tem mais a cara de Diane Keaton, não só porque ela está super bem no papel, mas também porque assumiu a direção deste texto originado do livro "Hanging Up" de Delia Ephron, baseado em suas próprias memórias familiares, e roteirizado com a ajuda de sua irmã, a cineasta Nora Ephron, uma especialista em comédias românticas. Aqui o humor existe, mas é diluído em diversas sequências lacrimejantes e que certamente são muito comuns na vida de algumas pessoas. Frustrações, alegrias e sonhos desperdiçados são colocados em pauta quando as três irmãs se reencontram por causa da iminência da morte do pai. Diane foi casada durante alguns anos com o cineasta e ator Woody Allen e parece ter adquirido com ele o gosto por filmes que falam sobre relações humanas e problemas familiares, tanto é que ela nem precisa se esforçar para interpretar a maior parte dos seus papéis. Quase sempre se repetindo, aqui pelo menos ela tem a humildade de deixar as atenções voltadas para uma colega de elenco, mas se sobressai na cena em que faz um discurso a respeito de família que no fundo só serve para auto elogiar sua personagem. Das três protagonistas, Lisa Kudrow, para variar, é a mais apagadinha, mas seu papel também não a ajuda em nada. Diane tentou repetir o sucesso da comédia O Clube das Desquitadas na qual dividia os créditos com as também veteranas Goldie Hawn e Bette Midler, porém, em Linhas Cruzadas os bons resultados não se repetiram talvez pela indefinição entre o drama e o humor. No geral, uma produção que parece uma colcha de retalhos de tantos outros filmes, inclusive de muitos que a própria Diane atuou, mas que deve agradar aos mais sensíveis e principalmente ao público feminino acima da faixa dos trinta anos. Ah, e é também a típica produção feita para se assistir no período de festas de fim de ano para acentuar o espírito de união em família. Bonitinho, tocante e indolor para todas as idades.  

Drama - 95 min - 2000 - Dê sua opinião abaixo.
 

Um comentário:

renatocinema disse...

Trio faz o filme valer a pena. Mesmo que não seja acima da média.

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