domingo, 16 de dezembro de 2012

SUPER-HERÓIS - A LIGA DA INJUSTIÇA

Nota 0,5 Esse valor mínimo é por conta dos créditos finais, a única coisa correta neste filme

Sinopse: Will (Matt Lantner) é alertado sobre a data em que o mundo acabará através de um sonho profético com a enlouquecida cantora Amy Winehouse (Nicole Parker), mas como evitar essa tragédia? Bem, tal situação não o assusta, pois ele se acha “o cara”, porém, por via das dúvidas, ele resolve dar uma possível última festinha. Depois disso o garotão vai à luta, mas não está sozinho nessa. Ele terá a companhia de um grupo de amigos para tentar evitar catástrofes envolvendo asteróides, tornados, terremotos, entre outros fatídicos eventos naturais. Para acabar com todas as tragédias e evitar que o mundo acabe é o próprio Will quem deverá devolver uma tal Caveira de Cristal ao seu lugar de origem, mas até conseguir cumprir a tarefa ele terá que lidar com pessoas e criaturas esquisitas, além de se preocupar em tentar resgatar sua ex-namorada Amy (Vanessa Minnillo) que está presa no Museu de História Natural.


Comentário: É até difícil escolher uma única palavra que defina bem esta produção. Pense em todos os adjetivos negativos conhecidos e ainda eles serão poucos para expressar o que sentimos em relação à Super-Heróis – A Liga da Injustiça, um trabalho tão ruim que seu diretor Aaaron Seltzer deveria ser condenado à prisão perpétua por crime contra os direitos humanos ou algo assim. O mesmo vale para o roteirista Jason Friedberg que subestima a inteligência do espectador extrapolando os limites da anarquia. O longa não chega a ter um fiapo de roteiro, somente a ideia de tentar parodiar os filmes que enfocam catástrofes naturais, porém, desde o primeiro minuto o que vemos é um desperdício de tempo por parte dos espectadores e uma perda de material pela equipe de produção que deveria ter vergonha de ter seus nomes citados nos créditos finais. Simplesmente o que vemos é um amontoado de esquetes pretensiosamente cômicos que forçam uma ligação de uma cena para a outra, mas no fundo sem um pingo de conexão. De acordo com a temática escolhida, há citações óbvias, por exemplo, aos filmes O Dia Depois da Manhã e Twister, mas é dado um jeito de tirar sarro de Juno, Sex and the City, Encantada e Alvin e os Esquilos. Tem uma constrangedora sequência a la High School Musical, Hannah Montana mesmo à beira da morte ainda tenta vender os produtos de sua marca e os finados Amy Winehouse e Michael Jackson, ambos na época em alta nas rodas de fofocas e bombando na internet com suas polêmicas vidas pessoais, também marcam presença. A introdução é inspirada na aventura 10.000 A.C., a conclusão bebe na fonte de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal e o título nacional é justificado pelas rápidas aparições de Batman, Homem de Ferro, Hulk, Hellboy e Hancok, todos em versões pra lá de tresloucadas. Além de todas as citações cinematográficas e a ídolos pop, lógico que também tem os clichês das mulheres seminuas, humilhações e piadas escatológicas. O elenco é péssimo e só mesmo atores em início de carreira ou esquecidos pelo mercado topam fazer parte de tal bobagem, por isso Carmem Elektra mais uma vez repete seu papel de gostosona sem cérebro em um trabalho do tipo, provavelmente por não receber outros convites ou por ter consciência de que seu talento se resume ao seu corpo esculpido em cirurgias estéticas. Enfim, este filme não traz inovação alguma e nem mesmo tem a dignidade de corrigir os problemas de seus “irmãos de gênero” lançados anteriormente, pelo contrário, faz questão de acentuar as falhas. Infelizmente produções do tipo continuam sendo feitas, como Os Vampiros que se Mordam e Stan Helsing, e o povo ainda gargalha de sua própria imbecilidade de  jogar fora seu dinheiro com porcarias do tipo. Regra básica de mercado: se tem procura tem oferta. Captou a mensagem?

Comédia - 86 min - 2008 - Dê sua opinião abaixo.


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