domingo, 10 de fevereiro de 2013

ARMADILHAS DO AMOR (2009)

Nota 4,0 Comédia romântica tem certo apelo diferenciado, mas se atrapalha em suas pretensões
 
Sinopse: Louise (Meg Ryan) e Ian (Timothy Hutton) são casados há um bom tempo e já começam a sentir os dilemas da meia-idade, o que afeta diretamente o relacionamento deles, principalmente porque ela só pensa em trabalho e ganha muito mais que o marido, assim ele se sente rebaixado.  Outro problema é que eles não tiveram filhos e agora Ian sente a falta de viver as emoções da paternidade. O ápice desta relação problemática acontece quando Louise chega em casa de surpresa e a encontra repleta de flores e com um clima romântico no ar, mas toda essa produção não era para ela e sim para a jovem Sarah (Kristen Bell), a amante de Ian, este que confessa tudo à esposa sem imaginar qual seria a reação dela. Agora Louise simplesmente quer discutir a relação custe o que custar, mesmo que tenha que literalmente amarrar o marido em casa.

Comentário: Meg Ryan teve o ápice de sua carreira nos anos 90, mas os primeiros anos do século 21 não estão sendo generosos com a atriz que cada vez trabalha menos, mas quando resolve sair de sua aposentadoria temporária e aparentemente voluntária embarca em projetos sem brilho e muitos que sequer chegam aos cinemas, como é o caso de Armadilhas do Amor, no qual ela interpreta a “mocinha”, uma mulher madura que não está em busca do grande amor da sua vida, mas sim em tentar prender o marido que está prestes a perder. O roteiro de Adrienne Shelly procura ter certo diferencial no inflado mercado das comédias românticas, mas o fato é que a forma como construiu sua história pode afugentar o público, principalmente por gastar preciosos minutos iniciais mostrando uma protagonista histérica e que parece ter um parafuso a menos travando diálogos irregulares com um marido apático. Não sentimos química entre Meg e o também esquecido Timothy Hutton. Problemão esse? Não muito grave neste caso, afinal o enredo gira em torno justamente de um casal que não fala mais a mesma língua. A diretora Cheryl Hines teve uma boa ideia ao colocar como protagonistas uma dupla que um dia já teve posições confortáveis em Hollywood dividindo as atenções com coadjuvantes que pouco a pouco estão conquistando seu espaço no cinema atual. Kristen Bell vive “a outra”, mas jamais assume a posição de vilã, simplesmente ela é manipulada e levemente humilhada por sua rival. Justin Long surge lá pela metade do filme, que é relativamente curto, para dar uma sacudida no marasmo que até então domina a narrativa. Aguentar uma mulher falando sem parar, seu marido literalmente de mãos atadas sem revidar as provocações e sua amante insossa pode ser um exercício de paciência e tanto, mas Long entra em cena para dar uma agitada nas coisas com seu personagem Todd, um rapaz que se aproveita de um momento de distração de Louise para entrar na casa e assaltá-la, ressaltando que isso nunca foi tão fácil e que nem precisou dar um jeito de imobilizar o dono da casa. É claro que este trabalho está longe de ser rotulado como uma excelente comédia romântica, mas também não é o lixo que alguns dizem. Apesar do início esquisitíssimo, logo nos habituamos à situação atípica vivida pelos protagonistas, é possível se divertir com alguns diálogos e algumas gags visuais, mas é certo que a falta de ritmo em alguns momentos compromete o filme. Em todo caso, serve como um passatempo sem compromisso. O final não esconde armadilha alguma. Para não fugir totalmente à cartilha do gênero, a conclusão é previsível.
Comédia romântica - 84 min - 2009 - Dê sua opinião abaixo.
 

Nenhum comentário:

Leia também

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...