domingo, 25 de novembro de 2012

COMPETINDO COM OS STEINS

Nota 6,0 Título inadequado não vende corretamente a ideia principal desta produção familiar

Sinopse: Benjamin Fiedler (Daryl Sabara) é um garoto judeu que está na época de realizar o tradicional ritual do bar mitzvah, mas o problema é que ele não compreende o idioma hebraico e tampouco conhece o suficiente da cultura de seu povo, assim não está muito animado com tal festejo. Já Adam (Jeremy Piven), seu pai, está planejando uma super festa com toda pompa com o objetivo de deixar com inveja Arnie Stein (Larry Miller), um antigo desafeto que fez do bar mitzvah de seu filho Zachary (Carter Jenkins) um evento hollywoodiano. Benjamin, por sua vez, prefere simplicidade nos festejos. Seu objetivo na realidade é reaproximar o pai de seu avô, Irwin (Garry Marshall), já que ambos não se falam há anos. Todavia, juntar as três gerações da família Fiedler não será nada fácil, mas esta é uma oportunidade única e a prova de que o garoto está pronto para assumir as responsabilidades da vida adulta, mesmo ainda tendo apenas 13 anos.


Comentário: Nada melhor que uma festa de família para reatar os laços dos parentes que se estranham. Esse é o grande foco deste filme dirigido por Scott Marshall, o que acaba por jogar no lixo o título Competindo com os Steins que vende uma ideia errada desta comédia. A guerra da família Fiedler com os Steins para ver quem faz a esta mais grandiosa está longe dos clichês de produções semelhantes exibidas à exaustão na TV. Aliás, essa batalha de egos acaba ficando em segundo plano. O grande destaque do roteiro de Mark Zakarin é no empenho que o garoto Benjamin tem para reunir seu pai e avô que não se vêem e muito menos se falam há anos. Irwin abandonou sua esposa Rose, papel de Doris Roberts, há mais de duas décadas e hoje vive uma vida mais feliz com Sandy, vivida por Daryl Hannah que cada vez mais se dedica a pequenas participações em comédias simplórias. O bar mitzvah de Benjamin, um ritual religioso judeu que marca a passagem para a vida adulta de um garoto, seria a oportunidade perfeita para que os dois se reencontrassem e fizessem as pazes, mas isso não poderia ser feito em único dia. Assim, o garoto manda um convite para o avô com data errada para que ele chegasse duas semanas antes da festa. Dessa forma, além de dar mais tempo para que os homens mais velhos da família conversassem e refletissem sobre tudo que aconteceu no passado, Benjamin deixaria o pai ocupado e poderia montar o evento da maneira que quisesse. O grande pecado deste trabalho, como já dito, está atrelado ao inconveniente título que vende uma típica sessão da tarde, mas a tal competição entre famílias revela-se nada mais que uma troca de alfinetadas presenciais aqui ou ali e alguns comentários invejosos reservados. Tortadas na cara, armações, piadas escatológicas, pais se estapeando e filhos arranjando encrencas um com o outro não têm vez aqui. Na realidade, a comédia pouco dá as caras, sendo o lado levemente dramático da história que se destaca e que acaba transformando a fita em uma boa opção por não se entregar totalmente aos clichês, embora as poucas piadas que existam sejam previsíveis e o final feliz garantido. De qualquer forma, este leve filme garante uma diversão para toda a família, uma bela mensagem de união e ainda faz um alerta sobre a perda das tradições. O bar mitzvah, conforme apresentado aqui, parece estar perdendo seus valores e sentidos para se transformar em eventos megalomaníacos para satisfazer os egos dos pais dos garotos que parecem necessitar exibir que tem dinheiro e podem gastar a vontade, lembrando que o povo judeu é conhecido por ser muito rico. Essa crítica implícita no enredo é pertinente e justifica a entrada do ator Richard Benjamin como um rabino para esclarecer mais sobre esta tradição para o próprio protagonista que só então se anima com o festejo. Vale uma conferida sem grandes pretensões.

Comédia - 90 min - 2006 - Dê sua opinião abaixo.

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