sábado, 13 de abril de 2013

A CAVERNA

Nota 1,5 Suspense recicla a batida fórmula da criatura desconhecida sedenta por sangue

Sinopse: Em meados dos anos 70 um grupo de exploradores encontrou em meio a uma região montanhosa da Romênia uma abadia em ruínas do século 13 cujo interior abrigava um sistema de cavernas, mas um desmoronamento inesperado acaba soterrando a todos. Décadas mais tarde uma outra equipe especializada liderada pelos irmãos Jack (Cole Hauser) e Tyler (Eddie Cibrian) vai até o local para fazer uma inspeção mais cuidadosa e descobrir um possível novo ecossistema, mas também acaba ficando presa. Como ninguém do lado de fora esperava encontrá-los nos próximos por conta do tempo de duração da expedição, eles mesmos tem que ser seus salva-vidas. Enquanto tentam achar uma saída, o grupo descobre o que há de tão misterioso na caverna: uma espécie animal totalmente nova e ameaçadora que aprendeu a sobreviver em condições precárias. Em meio a escuridão do local, qualquer um pode perder a vida inesperadamente.


Comentário: Como diz o ditado, quem procura acha e nem sempre o que se encontra é algo muito bom. A História do cinema está cheia de produções que enfocam exploradores que em geral não encontram tesouros escondidos, mas sim verdadeiras ameaças que estavam quietinhas no canto delas, no entanto, sedentas por carne fresca. A premissa de A Caverna é bem previsível e o longa em si não agrega novidade alguma ao combalido subgênero dos suspenses e fitas de horror envolvendo criaturas estranhas e ferozes. Décadas atrás até poderia causar algum impacto ou tensão a batida história do grupo de exploradores que tem o azar de despertar uma espécie animal desconhecida e muito feroz, mas tal tema já foi tão explorado que hoje qualquer enredo do tipo logo é taxado de filme trash sem pensar duas vezes. É certo que até hoje temos conhecimentos de casos reais envolvendo animais que sofrem metamorfoses naturais de tempos em tempos para se adequarem ao período em que vivem e muitos podem até entrar em extinção ou passar a existir em menor número. A ação do homem também pode interferir nestes processos. Vendo por esse ângulo até que a narrativa criada por Michael Steinberg e Tegan West pode parecer um pouco mais interessante, até porque realmente existem registros de novas espécies encontradas nas regiões pouco exploradas da Romênia. No entanto, como já dito, filmes com criaturas ameaçadoras que atacam muitos personagens em pouco mais de uma hora não costumam mais causar arrepios, pelo contrário, provocam um número bem maior de gargalhadas. Bem, nesse ponto pelo menos não podemos alfinetar o trabalho do diretor Bruce Hunt. Ele consegue criar um bom clima de suspense e claustrofobia, mas ao mesmo tempo em que merece elogios por evitar tirar sarro de seu próprio trabalho ceifando vidas a cada cinco minutos ele também deve receber puxões de orelha. O excesso de escuridão das cenas imprime à narrativa uma sensação de tédio indescritível, assim a atenção do espectador acaba sendo dispersada facilmente, até porque os diálogos com muitas expressões e explicações técnicas a respeito das suspeitas acerca das criaturas que habitam a tal caverna não colaboram para tornar o enredo chamativo. A sensação de que você já viu este filme antes é um tanto incômoda e certamente virão a tona em sua cabeça lembranças de filmes como Alien e Abismo do Medo entre tantos outros que exploram filão similar. A quem quiser acompanhar o filme até o final, só resta ficar na expectativa de saber quem vai ser a próxima vítima das estranhas criaturas. Epa! Nem esse prazer essa produção proporciona já que as sequências de ataque não criam clima de tensão algum. A câmera do diretor tenta escamotear o quanto pode o visual dos temidos animais, mas nem mesmo quando eles são revelados as coisas melhoram afinal suas aparências são bizarras. E olha que Hunt participou da equipe direção de Matrix, um dos trabalhos que mais exigiram efeitos especiais de todos os tempos. E quanto ao elenco, bem... Com tantos predicados reunidos nesta produção você já deve imaginar o nível das interpretações. Geral no piloto automático e só no carão de “ai que medo”.

Suspense - 97 min - 2005 - Dê sua opinião abaixo.

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