sábado, 6 de abril de 2013

DEU A LOUCA EM HOLLYWOOD

Nota 1,0 Mais uma produção que investe nas sátiras de filmes e tão ruim quanto outras do tipo

Sinopse: Quatro órfãos encontraram um bilhete premiado em uma barra de chocolate e agora tem o direito de conhecer o interior de uma fábrica de doces. Lucy (Jayma Mays) foi criada por um superintendente do Museu do Louvre onde se esconde um assassino albino. Edward (Kal Penn) é um refugiado da luta livre americana enquanto Peter (Adam Campbell) é um residente da comunidade de mutantes X que ainda está longe de mostrar o seu poder. Já Susan (Faune A. Chambers) foi vítima a pouco tempo de um ataque de serpentes em um avião. O grupo se une para visitar a tal fábrica e é recepcionado pelo esquisito Willy (Crispin Glover) que passa a persegui-los. Tentando se esconder eles acabam entrando em um guarda-roupa mágico e vão parar na terra de Gnarnia onde encontram seres inimagináveis e passam a ser alvo de uma feiticeira, a Rameira Branca (Jennifer Coolidge), que quer evitar que uma profecia se cumpra e ela deixe de reinar.


Comentário: Não tem jeito. Parece que estamos fadados de tempos em tempos a sermos presenteados com aqueles filmes bombas que pretendem parodiar os sucessos do cinema de um determinado período. O auge desse tipo de produção foi com o primeiro Todo Mundo em Pânico que também deu o pontapé inicial a esse tipo de produto. O que veio depois é um monte de porcarias que tentam tirar leite de pedra sem se preocupar com a inteligência do espectador afinal de contas seu público-alvo são adolescentes descerebrados que adoram gargalhar de bobagens e escatologia enquanto se entopem de refrigerante e pipoca. Errado! Deu a Louca em Hollywood não fez fortunas, graças a Deus não gerou uma continuação, mas infelizmente parece que ainda há público para esse tipo de produção e gente disposta a bancá-las, porém, parece que até a turma de adolescentes já está aprendendo a ter mais discernimento e não deu muita bola a esta produção. O roteiro e a direção ficaram a cargo de Jason Friedberg e Aaron Seltzer, que antes assinaram o texto e a direção de Não é Mais um Besteirol Americano. A dupla é escolada em fazer sátiras e adora espinafrar os grandes blockbusters americanos, tanto que neste caso estruturaram a narrativa em cima do primeiro título da série As Crônicas de Nárnia, porém, há espaço razoável para zoar com sucessos da temporada 2005/2006 como O Código da Vinci, A Fantástica Fábrica de Chocolate, Harry Potter, X-Men, Piratas do Caribe, além de citações rápidas a Nacho Libre, Serpentes a Bordo, Superman, Borat entre tantos outros. O roteiro é uma compilação de esquetes que funcionariam melhor exibidos separadamente em um programa a la “Zorra Total”, mas seus realizadores forçam uma ligação entre eles que resulta em uma salada de piadas fracas, nojentas, ridículas e regadas a preconceito à minorias. O pior é que faltou ousadia. Apesar de toda fanfarra que o filme é não existem críticas à indústria do cinema. As cenas são descaradamente copiadas de seus representantes originais ganhando assim quase que um tom de homenagem. Até a piada pronta do Willy Wonka foi descartada. O jeito excêntrico do personagem e seu mundo encantado seriam um prato cheio para tirar um sarro do já decadente astro Michael Jackson, mas optaram por fazer uma cópia apática e sem graça da interpretação de Johnny Depp no remake do cultuado clássico infantil.  Falando nas atuações, obviamente não podemos levar a sério o trabalho dos atores, absolutamente todos parecendo a cada nova cena gargalhar da imbecilidade do espectador que está perdendo seu tempo com tal bobagem, mas ainda podemos considerar os esforços de Kal Penn e de Jayma Mays em tentar serem engraçados. O que merece realmente elogios é o pessoal da cenografia que refizeram com perfeição os cenários dos filmes satirizados, porém, gastando muito menos que tais produções. Por fim, falhas, erros de continuidade, fuga da proposta, tudo que possa dar errado ou ser motivo de sarro é bem-vindo neste tipo de produção que exalta a ignorância do início ao fim sem vergonha alguma. É certo que dar uma ou outra risada é possível se conseguir, mas no geral quem topar participar desta tosca viagem cinematográfica deverá sair frustrado e se sentindo um idiota. 

Comédia - 86 min - 2007 - Dê sua opinião abaixo.

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