sábado, 11 de maio de 2013

PRESENÇA DE ELLENA

Nota 6,0 Baseado em fatos reais, suspense feito para a TV perde fôlego pelo excesso de pistas

Sinopse: Ellena Roberts (Jenna Elfman) se encontrou por um acaso com o famoso médico David Stillman (Sam Robards) na porta de um aeroporto e aceitou uma carona. Após um jantar, eles passam a noite juntos. Os encontros começam a ficar cada vez mais constantes, mas o problema é que ele é um homem casado e não aceita abandonar sua esposa e família. Assim, Ellena começa a enviar cartas e a telefonar para a residência do amante e até mesmo passa a assumir a identidade de sua rival, Claire (Jane Wheeler), em algumas ocasiões para ter acesso ao médico. O caso vai parar nos tribunais sob a alegação de assédio e ameaças à integridade física e moral da família Stillman e a moça é defendida pela advogada Sara (Kate Burton), esta que se surpreende conforme vai se aprofundando no caso. Defendendo o médico está Sam (Mark Camacho), este que afirma que a história do romance entre Ellena e David não passa de uma fantasia psicótica da acusada. De que lado a verdade está?


Comentário: A mente humana é uma caixinha de surpresas e por isso não devemos nos surpreender com os mais estapafúrdios casos policiais envolvendo pessoas com distúrbios psicológicos. Dependendo dos motivos que levam uma pessoa a ter um comportamento criminoso podemos julgar uma bizarrice, mas por incrível que pareça casos semelhantes podem ser mais comuns do que imaginamos. Erotomaníacos é o nome dado as pessoas que passam a se comportar de forma diferenciada e erotizada após sofrerem alguma grande decepção ou trauma em relação ao sexo e então começam a perseguir algum objeto de desejo podendo chegar a atos extremos e perigosos, sendo um distúrbio mais comum em mulheres. Esse pode ser o problema da protagonista de Presença de Ellena, roteirizado por Matthew Tabak que se baseou em um artigo redigido por Marie Brenner inspirado em fatos reais. O diretor John Badham fragmentou sua narrativa de forma que acompanhamos três caminhos de uma mesma história. Temos Ellena na prisão contando sua versão dos fatos à advogada, esta que ao mesmo tempo faz suas próprias pesquisas sobre o caso e as formas possíveis para ao menos atenuar a sentença da ré. Em flashback, temos as imagens dos eventos que a acusada relata e em paralelo a isso é mostrado o trabalho da acusação procurando meios para sustentar a afirmação de que o envolvimento amoroso entre Ellena e David não passou de um delírio psicótico da jovem. Pelos primeiros minutos não temos muitas informações para entender o porquê deste episódio de adultério ter levado uma mulher à prisão. A hipótese mais óbvia é de que ela teria assassinado o amante já que ele se recusou a abandonar sua família, o que implicaria em manchar sua reputação como profissional e também abrir mão de uma vida de luxos. Felizmente a coisa não é bem por aí. Por outro lado, para quem costuma assistir a dramas de tribunais, até mesmo de novelas, esta obra é bem previsível, mas não deixa de ser interessante acompanhar a reunião de pistas dos advogados de ambas as partes, a constante cara de cinismo de Jenna Elfmnan e ter a surpresa de revelações a respeito de duas personagens muito próximas à criminosa. Todavia, ao longo da narrativa vão sendo dadas dicas sobre o comportamento e o passado de Ellena que acabam ofuscando o impacto que a conclusão poderia oferecer. Típico produto a la “Super Cine”, apesar das boas intenções, este suspense é próprio para entreter platéias menos exigentes, a julgar pelo roteiro mastigadinho e a estética carregada de vícios televisivos (foi produzida por uma canal a cabo), principalmente no que diz respeitos aos cortes de edições. Todavia não é dos piores entre as produções de porte pequeno, dá para encarar numa boa.

Suspense - 90 min - 2002 - Dê sua opinião abaixo.

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