sábado, 18 de maio de 2013

WISHCRAFT - FEITIÇO MACABRO

Nota 3,0 Apesar do mascarado da vez ter visual sinistro, longa é apenas uma reunião de clichês

Grupo de adolescentes começa a ser perseguido por um estranho serial killer que parece seguir uma lista de nomes que precisa matar. Quando descoberta a lógica do plano, resta às próximas vítimas fazerem de tudo para escapar das armadilhas do assassino. Resumidamente essa poderia ser a sinopse de Wishcraft – Feitiço Macabro, mais uma das diversas fitas de horror teen que surgiram na esteira de Pânico, Lenda Urbana e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado que traz como diferencial o fato do vilão ser detentor de uma força descomunal, parecer que nada o atinge e que é guiado por forças ocultas. Pensando bem, os lendários Freddie Krueger e Jason Voorhees já eram personagens que reuniam tais características, mas ao contrário dos slashers dos anos 80 que tornaram-se ícones cinematográficos e marcaram época, o assassino desta produção comandada pelos diretores Danny Graves e Richard Wenk amargou o ostracismo instantâneo. O roteiro de Larry Katz, no entanto, até que tem um ponto de partida interessante. Ao receber uma caixa sem remetente pelo correio, Brett Bumpers (Michael Weston) não imaginava que sua vida mudaria. Dentro ele encontrou um bizarro totem, uma espécie de amuleto usado em rituais e feitiçarias, com um bilhete afirmando que o presente lhe garantiria três desejos. Ele usa o objeto para tentar conquistar Samantha (Alexandra Holden), a garota mais cobiçada de seu colégio e a quem ele jamais conseguiu se declarar. Mesmo ela namorando com Cody (Huntley Ritter), o esportista mais famoso da escola, aparentemente o primeiro pedido do rapaz foi atendido, porém, misteriosos assassinatos começam a acontecer e abalam este romance. Conforme o relacionamento avança, através do segundo desejo que faz com que Samantha rompa repentinamente com o namorado e se atire nos braços de Brett, novas mortes de pessoas ligadas ao casal são constatadas. Enquanto a polícia investiga, o jovem vê uma ligação entre seu estranho totem e os assassinatos. Sentido-se culpado por ter forçado Samantha a se apaixonar por ele, Bumpers decide confessar tudo, mas acaba percebendo que o próximo alvo do assassino pode ser a própria mulher que ele tanto ama. Dito e feito.

A moça passa a ser perseguida por um estranho encapuzado e com o rosto grotescamente desfigurado e cabe ao seu atual namorado correr contra o tempo para salvá-la, mas ele terá uma grande surpresa quando chegar à verdade sobre o totem. Sabe aquele dito popular sobre o cuidado com o que você deseja, pois ele deve ter inspirado este filme com o acréscimo da atenção às correntes de pedidos, aquelas histórias de passar adiante presentes ou mensagens para um número estipulado de pessoas e então ter seus desejos concebidos e dar ao presenteado a mesma graça se fizer o mesmo e assim por diante. Wishcraft – Feitiço Macabro tinha potencial para ser um pouquinho mais original e se destacar no cenário do horror teen, mas se resume a apenas mais um título a explorar a mistura de jovens, sangue, hormônios e um serial killer mascarado. A fórmula batida até ganha fôlego em alguns filmes do gênero, mas aqui o resultado não passa do mínimo esperado: bons sustos e mortes até que criativas como a de uma moça enforcada em um farol de trânsito. Isso é o básico a ser oferecido por uma fita de terror adolescente, mas aqui havia um ponto que podia ser mais bem trabalhado e acabou sendo desperdiçado. A ideia do totem que realiza desejos é interessante, mas aqui ela é uma coadjuvante perdida. Poderia ter sido explorado temas como rituais de tribos antigas ou assuntos ligados ao mundo do além para dar algum fôlego, mas o roteiro preguiçoso acabou entregando o mesmo arroz com feijão de sempre. Pelo menos o visual do assassino é bem interessante e pedia um roteiro melhor para protagonizar. A máscara de corpo em decomposição é muito original e sinistra, fazendo alusão ao espectro da Morte vindo buscar suas vítimas. O final não deixa ponta para uma continuação, aquela cena que indicaria que a onda de assassinatos continuaria, apesar de que para o cinema americano isso não é problema para realizar um segundo caça-níquel. No caso, os produtores já sabiam a bomba que tinham em mãos e nem deixaram ganchos, já enterraram a história logo de cara proporcionando um lançamento quase invisível. De qualquer forma, sem criar muitas expectativas, deve agradar aficionados pelo gênero.

Terror - 90 min - 2001 

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